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Quebra de sigilo do Master expõe Flávio Bolsonaro investigado e gera nova troca de ataques no STF

Folha de S.Paulo ·
Quebra de sigilo do Master expõe Flávio Bolsonaro investigado e gera nova troca de ataques no STF

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A retirada do sigilo de parte das investigações do caso do Banco Master abriu uma nova frente de embates entre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em meio à tentativa do presidente da corte, Edson Fachin , de estancar a crise sem precedentes na cúpula do Judiciário.

O ministro André Mendonça começou a tornar públicos 15 dos inquéritos na noite de quinta-feira (10), após pedido de Fachin, mas ainda manteve outros sob segredo, com a justificativa de ser imprescindível para não atrapalhar as próximas etapas das investigações.

O conteúdo divulgado confirmou a condição de investigado de Flávio Bolsonaro , candidato do PL à Presidência, apontado pela Polícia Federal como interlocutor direto do ex-banqueiro Daniel Vorcaro , dono do Master, na negociação de dinheiro para o filme " Dark Horse ", que conta a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O material serviu de munição para a campanha do presidente Lula (PT).

A retirada apenas parcial dos sigilos, no entanto, levou outros ministros do STF a cobrar Mendonça e a acusá-lo de seletividade.

Instado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), Fachin estipulou nesta sexta (11) um prazo de 24 horas para o colega divulgar todo o material. No início da noite, Mendonça tornou públicos 38 procedimentos que tratam da apuração sobre fraudes cometidas por Vorcaro e desdobramentos, mas a totalidade existente de inquéritos relacionados ao caso ainda é desconhecida.

Entre os processos com retirada de sigilo estão os que se referem ao "Dark Horse" , que envolve Flávio, e outros que atingem políticos como o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Ciro Nogueira (PP-PI).

Um dos que fez coro contra Mendonça foi Alexandre de Moraes , em um momento no qual os dois são pivôs da maior crise da história recente do Supremo.

No início de setembro, mensagens do celular de Vorcaro mostraram que Moraes manteve contato com Vorcaro até o dia da prisão do ex-banqueiro , que questionou o magistrado sobre o andamento da investigação contra o Master e se devia fugir do país. O relatório com essas informações foi produzido pela Polícia Federal a pedido de Mendonça, que o tornou público na ocasião.

Moraes reagiu, pedindo uma investigação contra seu colega. A tensão escalou, Fachin interveio e determinou a derrubada do sigilo dos processos, com exceção do material que pudesse comprometer o andamento das apurações policiais. Foi obedecendo a essa ordem que Mendonça publicou na quinta a íntegra de 14 procedimentos, além do principal, que deu origem aos demais.

Grande parte dessas informações, porém, já havia sido revelada anteriormente por vazamentos à imprensa ou por relatórios tornados públicos nas investigações.

Moraes criticou a decisão.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

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