Depois de virada histórica, Lula precisa governar com partidos da Frente Ampla
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante discurso de reeleição, São Paulo (SP).
Foto: Ricardo Stuckert Depois de uma virada histórica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa cumprir, desta vez, sua promessa e governar não só com o PT, mas também com partidos da Frente Ampla.
Aliados de Lula reconhecem que ele errou ao não compartilhar suas principais decisões com os partidos de Centro que ajudaram na sua eleição para o terceiro mandato.
Agora, no quarto, mais do que nunca precisará destas legendas para enfrentar um Congresso com uma direita fortalecida.
No discurso da vitória, Lula já fez os primeiros acenos.
Disse que vai governar para todos e irá chamar os empresários, mulheres e jovens para decidir os rumos do seu quarto e último mandato à frente da Presidência da República.
Ele fez promessa semelhante ao vencer o ex-presidente Bolsonaro, disse que iria pacificar o país, mas apostou a maior parte de seu terceiro mandato na polarização.
Davi Alcolumbre parabeniza Lula pela reeleição O resultado foi uma eleição acirrada, complicada e que, até certo momento do domingo (25), com um temor real de derrota no ar no comando da campanha de Lula.
O clima começou a mudar por volta do meio-dia, quando algumas projeções do próprio mercado, que chegaram às mãos de interlocutores do presidente, já mostravam que ele iria fazer uma virada histórica e vencer a eleição.
Até então, desde a redemocratização, ninguém havia conseguido virar entre o primeiro e o segundo turno.
Lula terá de ganhar o apoio em partidos como PSD, MDB, Republicanos, União Brasil e Progressista.
Não só isso.
Terá de compartilhar com alguns deles suas decisões no Palácio do Planalto.
Afinal, sua vida no quarto mandato não será nada fácil.
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