Fusão com McCormick abre nova fase da Unilever Alimentos no Brasil
Siga UOL Economia no A divisão de alimentos da Unilever no Brasil se prepara para uma das maiores transformações de sua história. A companhia aguarda a aprovação final dos acionistas da McCormick, nos Estados Unidos, para concluir a fusão global dos negócios de alimentos das duas empresas, operação que criará uma gigante do setor avaliada em cerca de US$ 45 bilhões.
Para Rodrigo Visentini, presidente da Unilever Alimentos no Brasil, o movimento é resultado de uma estratégia que já vinha sendo construída há anos: a especialização dos negócios. O executivo participou do programa de entrevistas UOL Líderes .
"A gente dobrou o negócio no Brasil nos últimos três ou quatro anos. Para mim, especializar e falar com o consumidor de maneira bem específica é o futuro. É o caminho que a gente tomou e tem dado certo", afirma Visentini.
Segundo o executivo, o Brasil tende a ganhar relevância dentro da nova empresa global. Hoje, a McCormick não tem presença no mercado brasileiro, enquanto a operação local da Unilever reúne marcas como Hellmann's, Knorr, Arisco e Mãe Terra. A expectativa é que a aprovação definitiva do acordo ocorra em fevereiro de 2027, com uma transição gradual prevista para terminar em 2029.
Siga UOL Economia no IA transforma a velocidade de inovação Outro destaque da entrevista foi a forma como a inteligência artificial ajudou a alterar a operação da companhia. Segundo Visentini, o tempo necessário para desenvolver novos produtos caiu drasticamente. Processos que antes levavam cerca de dois anos passaram a ser concluídos em aproximadamente quatro meses.
A tecnologia é usada desde a criação de formulações e testes com consumidores até a operação industrial. Nas fábricas, sistemas monitoram equipamentos para prever falhas, reduzir desperdícios e otimizar o uso de água e energia.
Nas áreas comerciais, ferramentas alimentadas por dados de vendas orientam vendedores sobre quais produtos têm maior potencial por cliente e em cada loja.
Embora identifique uma busca crescente por alimentação mais saudável, Visentini afirma que o consumidor brasileiro é exigente em relação ao sabor. Por isso, a empresa tem ampliado linhas com menos calorias, menos ingredientes e produtos sem conservantes, mas sem abrir mão dos sabores que agradam especificamente o consumidor brasileiro. "O brasileiro não abre mão de sabor", resumiu o executivo.
A inflação de alimentos e o endividamento das famílias estão entre as preocupações da companhia. Para evitar repasses integrais de custos ao consumidor, a estratégia, segundo o Visentini, tem sido buscar ganhos de eficiência em toda a cadeia, da fábrica aos fornecedores.
As iniciativas passam por uso de biodigestores para reaproveitamento de resíduos, impressão 3D de peças industriais, manutenção preditiva e contratos de longo prazo com fornecedores.
Na avaliação do executivo, o consumidor está mais criterioso nas compras, mas continua disposto a pagar por marcas que entreguem qualidade e valor percebido.
Com presença em oito de cada dez lares brasileiros, segundo a companhia, a maionese Hellmann's continua sendo o carro-chefe das vendas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.