Dólar recua a R$ 5,20 e interrompe sequência de 5 altas ante o real
O dólar à vista interrompeu a sequência de cinco altas ante o real, de olho em dados econômicos domésticos e dos Estados Unidos, além de realização de leilão de rolagem pelo Banco Central.
Nesta segunda-feira (17), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,2012, em queda de 0,36%.
Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY , indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra , operava em leve baixa de 0,09%, aos 99.577 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje? Nesta segunda-feira (17), o Banco Central (BC) vendeu US$ 1 bilhão em leilão de venda de dólares com compromisso de recompra, conforme comunicado divulgado pela instituição.
A taxa de corte do leilão de linha foi de 5,093000%.
Foram aceitas quatro propostas.
O objetivo do leilão é a rolagem de vencimento de 2 de setembro.
A venda de moeda pelo BC será liquidada nessa data e a recompra acontecerá em 2 de fevereiro de 2027.
Ainda ficam no radar dos investidores durante a semana a ata da última decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que manteve a taxa dos Fed Funds no intervalo de 3,50% a 3,75%.
Já o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma proxy do Produto Interno Bruto ( PIB ), recuou 0,6%, retração mais intensa do que o esperado pelo mercado e corroborando a leitura do mercado de perda de força da economia.
Na avaliação do economista sênior da Nomad, Vitor Kayo , o real ganha fôlego nesta segunda-feira puxado pela fraqueza global do dólar, com o DXY cedendo e o mercado revendo para baixo as chances de o Fed subir os juros depois de números fracos de emprego e inflação nos EUA.
“No front doméstico, o IBC-Br de junho decepcionou, veio abaixo do esperado e confirmou um ritmo mais fraco da atividade, o que também ajuda a segurar a moeda norte-americana por aqui”, afirma.
No exterior, as tensões entre Washington e Teerã seguem no radar, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçando Omã, caso o país atrapalhe os planos norte-americanos para o Estreito de Ormuz.
Diante da perspectiva de escalada do conflito, sem uma renovação do cessar-fogo entre EUA e Irã, o petróleo Brent fechou em alta, voltando a superar os US$ 90.
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