Caiado propõe limitar despesas públicas a até 50% do crescimento do PIB mais inflação
O candidato do PSD a presidente da República, Ronaldo Caiado , irá propor, caso seja eleito, uma emenda à Constituição para limitar parte das despesas do governo federal a uma faixa de 40% a 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País no ano anterior. Essa medida, segundo ele, será o centro do ajuste fiscal a ser proposto em seu governo.
Pelo novo arcabouço fiscal previsto por Caiado, a inflação continuaria a ser repassada aos gastos, mas a trava criada para as despesas atrelada ao PIB seria capaz de reduzir a dívida pública ano a ano. Com isso, na avaliação do candidato, o governo federal daria um exemplo e traria confiança de volta ao empresariado para investir no País.
“Você estabilizaria e reduziria a dívida. O que o País cresceu, você não vai aumentar de despesas e, no final de 2030, teria um porcentual a menos de 1,5% a 2% na relação dívida PIB”, disse Caiado, que participou da 27ª Conferência Anual Santander em São Paulo, nesta segunda-feira (17). “É isso que o empresário deseja para voltar a investir”.
Ele classificou o atual arcabouço fiscal, que deveria limitar as despesas do governo, como uma “piada”. Segundo Caiado, o governo tem feito um “bypass” no arcabouço criando despesas extras por meio de Medidas Provisórias para gastos e utilizado recursos extraordinários. “Quando você tem regra, não adianta criar qualquer dívida porque ela se torna visível”, afirmou.
Segundo Caiado, medidas com reflexo no longo prazo, como cortes de grandes salários e reforma administrativa serão adotadas independentemente da emenda proposta para o novo arcabouço. O candidato afirmou que, eleito, não terá dificuldade de aprovar qualquer tipo de pacote no Congresso.
“Presidente não tem dificuldade alguma de aprovar reformas nos primeiros 18 meses. O (Fernando) Collor não aprovou o confisco (da poupança)?”, afirmou.
Com até 5% de intenção de voto nas principais pesquisas eleitorais e dividindo com Renan Santos (Missão) a terceira posição na disputa à Presidência da República, Caiado se disse um “otimista” e usou o fato de ser ortopedista e especialista em cirurgia de medula para acreditar na virada no quadro até eleição.
“A chance de dar certo são poucas, mas estou lutando para ter técnicas ajudem as pessoas”, disse. “Na política também. Tenho muito a mostrar e não tenho nada para me defender em relação a denúncias”, disse. “Acredito que, no debate, no horário eleitoral, terá sentimento da população de que o candidato dá conta do conteúdo e são 48 dias para que as pessoas possam pensar”, concluiu Caiado.
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