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Big Brother do Cerrado? Bebedouros com câmeras ajudam pesquisadores a entender hábitos de animais silvestres

G1 Tocantins ·
Big Brother do Cerrado? Bebedouros com câmeras ajudam pesquisadores a entender hábitos de animais silvestres

Câmeras registram comportamento de animais em bebedouros artificiais no sul do Estado No estilo Big Brother do Cerrado, um projeto tocantinense espalhou bebedouros de água, comedouro e câmeras com visão noturna para ajudar a refrescar e, ao mesmo tempo, entender animais do cerrado.

A iniciativa auxilia equipes de pesquisadores a entender os hábitos de espécies silvestres.

"É um buraco no chão que a gente cimenta, com uma profundidade de, mais ou menos, 50 a 60 centímetros e uma extensão de um metro e meio.

Ele tem uma capacidade de 200 litros, e na frente do bebedouro também colocamos um comedouro para atrair pássaros.

E a câmera trap para registrar a ação", explica o engenheiro florestal, Guilherme Henrique. 🔎 A câmera trap, conhecida também como armadilha fotográfica, é uma câmera automática ativada por movimento ou calor para registrar a vida selvagem ou monitorar áreas externas sem a presença humana. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O veado-mateiro é uma das espécies bastante registradas em Cariri, além de onças, lobo-guará e diversas aves.

A água fornecida aos bebedouros artificiais vem de pequenas represas da região, uma delas fica localizada a 5 quilômetros das instalações.

O transporte da água é feito uma vez na semana, mas, dependendo do consumo feito pelos bichos, pode ser preciso abastecer com maior frequência.

LEIA MAIS Câmeras flagram lobo-guará e onça-pintada em bebedouros instalados no cerrado do TO Tocantins terá mais cinco feriados prolongados até dezembro; veja datas Paixão por Marina Sena faz fãs enfrentarem horas de espera e até corrida por presente em Palmas Veado-mateiro e onça-pintada registradas em câmera trap Reprodução/TV Anhanguera "A onça-pintada aparece mais no horário da madrugada, ou final da tarde.

É um animal que tem hábito de caçar à noite.

O gavião carcará tem o hábito de vir no final da tarde.

Temos também imagens de corujas que vêm por volta de duas da madrugada.

Tudo isso a gente anota, até mesmo para estabelecer qual o movimento da fauna dentro do nosso plantio", conta o engenheiro.

Colocadas em pontos estratégicos dentro da área de reflorestamento, equipes plantam mudas de árvores típicas do cerrado - embaúba e pau-jau - no entorno dos bebedouros.

Dessa forma, a movimentação dos animais leva a água a se espalhar para fora dos bebedouros, regando as plantações.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Tocantins.

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