Review Mortal Shell 2 | Um excelente soulslike para ser lembrado
Por Raphael Giannotti • Editado por Jones Oliveira | 27/08/2026 às 08:30
Lançado em 2020, o primeiro Mortal Shell surpreendeu por ser um soulslike sólido, principalmente vindo de um estúdio pequeno. Ele foi criticado pelo mundo que não se conecta bem, deixando os jogadores perdidos, além de problemas nos combates e de curta duração. Tudo isso, e muito mais, foi corrigido em Mortal Shell 2, que é um jogo para ser lembrado dentro desse gênero desafiador .
O estúdio Cold Symmetry se superou consideravelmente com o segundo jogo da franquia. Como essa review está saindo depois do lançamento, você já viu que o game está sendo muito mais aceito. Eu sou um veterano de soulslike, com milhares de horas entre títulos da FromSoftware e todos os outros games do estilo (grandes ou pequenos) e trago aqui minhas impressões.
Mortal Shell 2 traz de volta algumas carcaças do primeiro jogo: Harros (somente no início do jogo), Tiel e Eredrim. Solomom ficou de fora. Além desses três, outros cinco foram adicionados. Cada um é único, conta com suas próprias habilidades de uma forma muito mais aprofundada do que no primeiro jogo .
Além das carcaças que precisam ser encontradas, as armas de cada uma delas também estão espalhadas pelo mapa . Nesse quesito, o que mais me incomodou é que todas as carcaças lidam do mesmo jeito com qualquer arma , o que acaba tirando a expertise de cada um dos personagens com suas armas. Seria muito legal ver o Tiel tendo dificuldade com o peso do machado, ou Gragu não tendo a destreza necessária para manusear as katanas. Além disso, todos eles se movem da mesma forma e têm o mesmo peso (não faz sentido Tiel e Lazlo terem a mesma movimentação, por exemplo).
Algo que ajuda muito a construir as builds são as Pedras de Tar . São várias delas, cada uma com atributos, habilidades e capacidades únicas . Algumas delas são específicas para algumas armas, sejam primárias (espadas, machados, etc.) ou secundárias (armas de fogo). Quanto mais elas são usadas, maior é o nível de afinidade e, assim, maior também é sua capacidade. O mesmo acontece com itens de consumo, algo herdado do primeiro jogo.
Algumas carcaças tornam o jogo mais fácil do que outras. Smert, mesmo depois de ser nerfado no primeiro patch, ainda é consideravelmente mais forte do que os outros e é muito provável que ele deva sofrer reajustes novamente.
Cada carcaça precisa ter todos os quatro níveis de vínculos destravados para que todo o seu potencial seja destravado . Isso é caro em termos de monetização do jogo, então você precisará escolher bem as suas carcaças principais. Fora isso, o personagem principal (o Arauto, ou mortal) tem seu próprio nível, melhorando diferentes atributos das carcaças.
Diferente do primeiro jogo, Mortal Shell 2 conta com um mundo muito grande . E ele não só é grande, como cada área se conecta muito bem . As carcaças foram uma grande evolução sobre o título anterior, mas esse quesito vai ainda além
São diferentes áreas conectadas naturalmente e acessíveis a pé ou através dos portais por onde saltamos longas distâncias. Alguns desses portais são atalhos, outros são a única forma de se chegar a determinadas áreas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em canaltech.com.br — o conteúdo pertence a Canaltech.