Putin considera EUA enfraquecidos pela guerra com Irã, diz relatório da inteligência americana
A viagem surpresa do diretor da CIA, a agência de inteligência americana, a Moscou nesta semana foi precedida por informações da inteligência dos Estados Unidos indicando que a Rússia vê os EUA enfraquecidos pela guerra no Irã, segundo duas fontes ouvidas em reportagem publicada pelo jornal The Washington Post nesta sexta-feira, 28.
De acordo com as fontes, que citam documentos internos de análise da inteligência, Moscou vê esse cenário de enfraquecimento como uma oportunidade de intensificar ação contra interesses e aliados americanos na Europa.
Os detalhes das conversas do diretor da CIA, John Ratcliffe, com seu homólogo russo permanecem em sigilo, m as informações reveladas pelo jornal The Wall Street Journal indicam que o objetivo de Ratcliffe era bastante claro: alertar o país de Vladimir Putin contra qualquer ataque a países da Organização do Tratado do Atlântico Norte ( Otan ), especialmente Estônia , Letônia e Lituânia . + Diretor da CIA foi a Moscou para apelar que Putin não ataque Otan, diz jornal Em reportagem divulgada na quarta-feira 26, o WSJ relatou, com base em fontes não identificadas, que o objetivo da visita foi dissuadir Moscou de “testar” a aliança militar.
O alerta de Ratcliffe teria sido motivado por novas avaliações de inteligência que apontam para a possibilidade de Putin tentar medir até que ponto os países da Otan estariam dispostos a reagir a uma agressão russa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a importância da primeira visita de um chefe da agência de inteligência à Rússia desde o início da guerra na Ucrânia (“foi semirrotina”).
Continua após a publicidade O chefe da CIA também aproveitou a passagem pela capital russa na terça-feira, 25, para pressionar Moscou a reduzir o apoio militar e econômico ao Irã .
De acordo com uma das fontes consultadas pelo jornal americano, Ratcliffe pediu que a Rússia interrompa o fornecimento de armas e tecnologia de defesa a Teerã.
Ele também aconselhou o governo Putin a não reagir de forma desproporcional caso seja atingido pelas sanções americanas contra países que mantêm relações econômicas com a república islâmica.
O Kremlin, por sua vez, classificou como “histórias alarmistas” as informações da imprensa americana de que a visita teve como objetivo dissuadir a Rússia de atacar a Otan.
“Estão sendo divulgadas muitas notícias alarmistas.
É claro que isso não tem nada a ver com a realidade nem com as intenções da Rússia”, declarou o porta-voz Dmitry Peskov, acrescentando que Ratcliffe não se encontrou com Putin.
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