Capivaras parecem dóceis, mas proximidade exige cuidados; veja dicas
Em Brasília (DF), as capivaras já são quase que parte natural das áreas de lazer, especialmente nas proximidades do Lago Paranoá.
Apesar da aparência tranquila — e até fofa, no caso dos filhotes — a presença desses animais exige alguns cuidados dos frequentadores para evitar acidentes e reduzir riscos de contato com carrapatos.
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É muito comum ver capivaras no Lago Paranoá “ Em espaços alterados como a orla do Lago Paranoá e os parques urbanos de Brasília, a preferência por áreas com gramados permanentemente aparados e solarizadas não se deve apenas à oferta de alimento e à ausência de predador, mas também ao fato de encontrarem ali uma menor quantidade de carrapatos, dos quais os animais tentam se livrar”, afirma.
Lembre-se: são animais! Embora normalmente convivam de forma pacífica com outros animais, as capivaras podem reagir quando se sentem ameaçadas.
Assim, situações de estresse, disputa territorial ou proteção dos filhotes podem provocar comportamentos defensivos.
A recomendação, segundo a especialista, é manter pelo menos dez metros de distância dos animais , evitar atravessar o caminho de um grupo e nunca ficar entre uma mãe e seu filhote.
“ A aproximação de cães frequentemente provoca ataques, gerando um risco de ferimentos graves e lacerações por mordidas devido aos dentes incisivos afiados das capivaras”, complementa sobre o cuidado com pets.
O que tem se observado é maior visibilidade dos animais, sobretudo nas áreas próximas ao Lago Paranoá Risco silencioso Um dos principais cuidados está relacionado ao carrapato-estrela , vetor da bactéria causadora da febre maculosa .
Nesse cenário, as mamíferas também têm papel importante no monitoramento da doença.
“ Longe de serem apenas transmissoras, as capivaras funcionam como um termômetro biológico essencial para a segurança dos frequentadores de parques urbanos.” O risco para as pessoas ocorre principalmente pelo contato com áreas de vegetação onde há carrapatos .
A orientação é usar calçados fechados e calças compridas, aplicar repelentes com DEET ou icaridina e verificar o corpo a cada duas horas após permanecer em áreas de risco.
Também é recomendado evitar sentar diretamente na grama, optando por toalhas mais grossas ou cadeiras .
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