Dino manda governo revisar regras da CVM após caso Master
Ministro dá 90 dias para União apresentar medidas e aponta falhas na regulação e fiscalização
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O ministro Flávio Dino (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo, 20, que o governo federal revise regras da Comissão de Valores Mobiliários ( CVM ) após documentos analisados pela Corte apontarem fragilidades na regulação e fiscalização do mercado de capitais que vieram à tona no caso do Banco Master. A União terá 90 dias para apresentar as conclusões e eventuais medidas.
A determinação alcança três resoluções da CVM , entre elas uma norma de 2022 que flexibilizou regras para fundos de investimento .
Para Dino, os problemas da autarquia não se limitam a restrições orçamentárias e falta de pessoal. O ministro também apontou questões no modelo regulatório, na governança e nos mecanismos de supervisão.
A decisão foi tomada em uma ação apresentada pelo Novo , que questiona a estrutura da CVM e sua capacidade de fiscalização.
Dino analisou documentos da Transparência Internacional e do chamado GT Master, criado dentro da própria autarquia, e destacou mudanças regulatórias feitas em 2021 e 2022.
Entre os casos citados está uma denúncia apresentada à CVM em 2022 que, segundo os documentos, antecipava “com elevado grau de detalhamento” irregularidades posteriormente investigadas no Banco Master.
O relato mencionava ativos ilíquidos, manipulação de cotações e recompra de créditos, mas foi arquivado pela área técnica sob a justificativa de que as informações eram inverossímeis.
Dino também apontou problemas na proteção de denunciantes e afirmou que o cenário de “reduzida transparência” da CVM pode ter criado condições que, em tese, contribuíram para fraudes de grande repercussão econômica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.