Caramuru eleva área de girassol em 5% na safra 2025/26
A cultura do girassol vem ganhando espaço no cerrado brasileiro, especialmente em Goiás, impulsionada pela demanda da indústria e pela busca dos produtores por alternativas mais rentáveis e menos dependentes de chuva na segunda safra.
É neste contexto que a Caramuru Alimentos, que introduziu o cultivo comercial do girassol no Cerrado goiano há 27 anos, prevê ampliar a originação do grão nos próximos anos.
Na safra 2025/26, a empresa trabalha com uma área plantada de 55,8 mil hectares , 5% acima dos 53,1 mil hectares registrados na temporada anterior.
O crescimento ocorreu mesmo diante de uma janela mais apertada para o plantio da oleaginosa.
O girassol é cultivado na segunda safra e depende diretamente do calendário da soja.
Neste ano, o plantio da oleaginosa foi interrompido em diferentes momentos pela falta de chuvas e, posteriormente, a colheita também sofreu atrasos de cerca de 15 dias em algumas regiões.
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Isso para nós foi muito satisfatório em função dos desafios que aconteceram”, afirma Túlio Dias, gerente de Girassol da Caramuru.
Alternativa ao milho Segundo a empresa, o girassol vem ocupando principalmente áreas que, dentro do calendário agrícola , seriam destinadas ao cultivo de milho de média ou baixa tecnologia no fim da janela de plantio.
A mudança está relacionada, entre outros fatores, ao regime de chuvas.
Enquanto o milho pode demandar entre 600 e 700 milímetros de água, o girassol necessita de aproximadamente 200 a 250 milímetros durante todo o ciclo.
Para a empresa, essa diferença reduz o risco climático para o produtor e torna a cultura uma alternativa para áreas em que o plantio de milho ocorre mais tarde.
“O produtor precisa cada vez mais diversificar a sua produção e essa diversificação no campo precisa trazer para ele maior segurança, principalmente com relação à demanda hídrica”, afirma o executivo.
A avaliação da Caramuru é que o avanço do girassol não é apenas conjuntural.
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