Laboratório anuncia data para início de testes com polilaminina
Os testes clínicos para avaliar o uso da polilaminina em seres humanos serão iniciados ainda em setembro.
A informação foi divulgada pelo Laboratório Cristália, detentor da patente, informou que o estudo começará oficialmente no dia 24 de setembro de 2026 e contará com a participação de cinco voluntários selecionados.
A substância foi desenvolvida a partir de pesquisas lideradas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A polilaminina é uma versão sintética recombinante da laminina — proteína fundamental na estrutura do sistema nervoso e na regeneração de conexões neurais.
Saiba as últimas notícias de Curitiba e Paraná: entre na comunidade do Bem Paraná O foco principal do ensaio aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é analisar a segurança e a dosagem do composto em voluntários com lesão medular torácica aguda e completa.
Critérios de seleção e janela terapêutica A participação na pesquisa dependerá de critérios de inclusão clínicos rigorosos alinhados com a Anvisa e da assinatura do termo de consentimento.
A aplicação do composto exige atuação coordenada rápida: Aplicação precoce: O protocolo estabelece que a polilaminina deve ser administrada idealmente em até 72 horas após o trauma, durante o procedimento cirúrgico de descompressão e estabilização da coluna.
Acompanhamento intensivo: Após receberem a dose, os participantes serão monitorados de forma independente por seis meses.
A etapa de reabilitação contará com suporte especializado da AACD, e o resgate/transporte pré-hospitalar terá cooperação das equipes do Samu.
Foco em lesões agudas: Pesquisadores alertam que não há evidências consolidadas do benefício em lesões crônicas (instaladas há mais de três meses).
Histórico da pesquisa e os próximos passos Os estudos científicos com a polilaminina vêm sendo conduzidos há quase 30 anos pela bióloga e pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ.
Em levantamentos acadêmicos preliminares com pequeno grupo de voluntários, a substância demonstrou potencial promissor ao estimular a reconexão dos axônios.
O Cristália reforça que é o único produtor da substância no mundo e que o medicamento não está disponível para venda ou doação fora do protocolo de pesquisa aprovado.
A comprovação definitiva de eficácia e o eventual registro do fármaco só ocorrerão após a conclusão bem-sucedida de todas as três fases de testes clínicos exigidas pelas autoridades regulatórias.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.