Fila do INSS: Tribunal de Contas da União coloca benefícios em lista de ‘alto risco’
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu manter na chamada “Lista de Alto Risco” da administração pública federal os benefícios previdenciários devido à fila do INSS.
Nos últimos meses, houve uma alta de 70% no número de requerimentos indeferidos entre janeiro e maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.
Foi o maior patamar de indeferimentos desde 2021.
Em contrapartida, o governo comemorou a redução da fila do INSS, que após atingir 3,1 milhões em janeiro, caiu para 1,5 milhão em julho e 1,3 milhão em agosto.
Contudo, o relatório da auditoria da TCU apontou a persistência de problemas relacionados à capacidade operacional e à tecnologia.
O documento cita ainda o estoque de requerimentos analisados fora do prazo legal de 45 dias.
Leia também Lula edita MP que prorroga suspensão de tributos para empresas afetadas por tarifaço Para ter acesso à prorrogação, as empresas precisam comprovar que o cumprimento dos compromissos foi afetado pela aplicação de tarifas adicionais Em meio a decisões sobre penduricalhos, STF cria gratificação para assessores Órgão afirma que medida foi precedida de avaliação técnica e orçamentária e segue um modelo já adotado por outros tribunais e conselhos superiores.
“O estoque de requerimentos aguardando análise há mais de 45 dias apresentou uma tendência linear de alta estatisticamente significante, confirmando o acúmulo do passivo fora do prazo legal”, afirmam os técnicos.
Alerta A “Lista de Alto Risco” funciona como um alerta do Tribunal sobre pontos que podem comprometer as contas públicas ou a qualidade dos serviços prestados à população.
A lista foi lançada em 2022 e é revisada pela equipe de auditores periodicamente.
A decisão sobre o INSS foi antecipada pelo jornal Valor Econômico.
O volume aguardando resposta há mais de 45 dias passou de menos de 300 mil processos (30,5% da fila) em julho de 2024 para cerca de 430 mil processos (36,7%) em maio de 2026, considerando apenas requerimentos previdenciários.
Ou seja, benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, não estão incluídos.
Embora reconheça o esforço do governo para reduzir a fila do INSS, com a adoção de planos de emergência, os técnicos afirmam que essa evolução ainda não se mostra suficiente para exclusão do tema da Lista.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.