Família diz que aluno que agrediu colega era alvo de bullying há anos
A defesa da família do comandante do Corpo de Alunos do Colégio Militar Dom Pedro II, Gilberto Hideki Ueda, afirmou que o filho do oficial, apontado como responsável pela agressão a um colega na última terça-feira (4/8), era vítima de bullying reiterado há anos .
“O adolescente é vítima, há anos, de bullying reiterado por parte de colegas de turma, com ofensas relacionadas ao seu nome, à sua ascendência japonesa e também pelo fato de ser negro, além de comentários depreciativos sobre seu corpo.
O histórico escolar do adolescente registra ainda episódios recorrentes de exclusão e importunação por parte de colegas”, diz a nota enviada ao Metrópoles .
Segundo a defesa, no dia da agressão, após uma derrota em um jogo de handebol, colegas fizeram comentários depreciativos e ofensas contra o adolescente.
As provocações teriam se intensificado durante o retorno à escola e continuado no vestiário.
Ainda de acordo com a família, o estudante foi para um dos boxes do banheiro na tentativa de se afastar dos colegas e fazer com que as ofensas cessassem.
Mesmo assim, teria sido alvo de sucessivos arremessos de bolinhas de papel molhadas e sujas, sendo atingido inclusive no olho.
A defesa afirma que a agressão ocorreu nesse contexto e que não houve intenção de causar lesões.
Segundo a nota, o episódio terminou por iniciativa do próprio adolescente, antes da intervenção dos monitores.
Logo depois, ainda segundo a família, o estudante procurou o colega para saber como ele estava e ao perceber que o menino aparentava estar bem, pediu desculpas pelo ocorrido.
“A família lamenta o ocorrido e deseja pronta recuperação ao colega envolvido.
Ao mesmo tempo, destaca que o que aconteceu faz parte de um processo muito maior, que precisa ser apurado considerando também tudo o que ocorreu anteriormente”, diz a nota.
A defesa também destaca que, ao tomar conhecimento do episódio, o comandante solicitou voluntariamente o afastamento das atividades relacionadas ao caso , com o objetivo de preservar a lisura da apuração.
O oficial foi transferido para o Grupamento de Aviação Operacional do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) , segundo apuração da coluna Na Mira .
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