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Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11)? Itaú BBA corta preços-alvo, mas mantém clara favorita após revisão para celulose

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Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11)? Itaú BBA corta preços-alvo, mas mantém clara favorita após revisão para celulose

O Itaú BBA revisou suas estimativas para o setor de papel e celulose e reduziu os preços-alvo de Suzano (SUZB3) e Klabin ( KLBN11 ) . Apesar dos cortes, o banco continua vendo uma relação entre risco e retorno mais atraente nas ações da Suzano, que permanece como sua top pick no setor na América Latina .

Para a Suzano, a recomendação foi mantida em compra , mas o preço-alvo para o fim de 2027 recuou de R$ 64 para R$ 58 , uma redução de 9,4%. Já a Klabin segue com recomendação neutra , ou desempenho em linha com o mercado, e teve seu preço-alvo cortado de R$ 21,50 para R$ 21 .

A revisão ocorre após o Itaú BBA reduzir sua projeção para o preço líquido médio da celulose de fibra curta na China em 2027, de US$ 570 para US$ 550 por tonelada .

Embora esteja mais otimista com os preços no curto prazo, o banco mantém uma postura cautelosa diante da entrada de novas capacidades produtivas e do crescimento limitado da demanda global nos próximos anos.

Os preços líquidos da celulose de fibra curta na China chegaram a US$ 565 por tonelada em agosto , depois de atingirem US$ 605 por tonelada em maio e junho.

Na avaliação do Itaú BBA, esse patamar deve representar o fundo do atual ciclo de baixa. A leitura considera a melhora do consumo em agosto, a antecipação da demanda sazonalmente mais forte para as festas de fim de ano e a recuperação dos preços de revenda na China, que subiram cerca de US$ 11 na semana, para US$ 559 por tonelada.

O cenário se torna mais desafiador, porém, a partir do fim de 2026. Um dos principais pontos de atenção é o início das operações do projeto OKI II , da Asia Pulp & Paper (APP), que deve adicionar 1,4 milhão de toneladas por ano de capacidade entre o fim de 2026 e o começo de 2027.

Além disso, a Fastmarkets estima que as expansões integradas na China acrescentarão mais 2,5 milhões de toneladas anuais entre 2027 e 2028. Na América Latina, o projeto Sucuriú, da Arauco, deverá colocar outros 3,5 milhões de toneladas por ano no mercado a partir do quarto trimestre de 2027.

Do lado da demanda, o quadro também inspira cautela. A Hawkins Wright projeta crescimento de apenas 310 mil toneladas no consumo global de celulose em 2027 , com estabilidade na China.

O Itaú BBA reduziu em 9% sua estimativa para o Ebitda da Suzano em 2027, para R$ 23,5 bilhões . O corte reflete a combinação de preços mais baixos da celulose, valorização do real e aumento dos custos.

Mesmo assim, o banco considera que a assimetria de valuation permanece atraente. A Suzano negocia a 5,4 vezes a relação entre valor da firma e Ebitda (EV/Ebitda) e oferece um rendimento do fluxo de caixa livre, ou FCF Yield, de aproximadamente 12,7% — o maior entre as empresas acompanhadas pelo BBA.

Esses números ajudam a explicar por que a companhia continua como a principal recomendação do banco no setor, mesmo diante de um ambiente mais pressionado para a celulose em 2027.

Para a Klabin, o Itaú BBA cortou em 5% a estimativa de Ebitda para 2027, para R$ 7,6 bilhões , também devido ao real mais forte, à redução dos preços projetados para a celulose e ao avanço dos custos.

Na avaliação dos analistas, porém, as ações já estão adequadamente precificadas.

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