FIDC da NX Boats dobra captação para R$ 100 milhões para financiar embarcações
O FIDC NX Boats concluiu sua segunda rodada de captação, de R$ 50 milhões, e chegou a R$ 100 milhões em recursos levantados desde o lançamento.
O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, gerido por Sete Partners e Ouro Preto Investimentos, financia a aquisição de embarcações produzidas pelo estaleiro NX Boats e já viabilizou o financiamento de mais de 100 lanchas.
Com a nova emissão, o veículo amplia seu escopo e passa a financiar também revendedores e negócios com embarcações seminovas, em um mercado que historicamente contou com poucas opções estruturadas de crédito.
A lógica por trás da operação é a do banco de montadora, modelo consolidado no setor automotivo, no qual o fabricante mantém um braço financeiro dedicado a financiar a própria rede e seus compradores.
Victor Costa, diretor da Sete Partners, sustenta que o arranjo não se confunde com uma linha de crédito convencional.
“É uma estrutura especializada, na qual quem concede o crédito conhece a fundo a embarcação, auxilia na dinâmica comercial e, caso necessário, tem facilidade para liquidar a garantia”, diz.
“No automotivo, esse modelo é padrão há décadas.
O setor náutico brasileiro alcançou maturidade produtiva equivalente sem que ninguém tivesse montado o veículo de crédito correspondente.” Para Jonas Moura, CEO da NX Boats, o ritmo da captação confirma a existência de demanda reprimida.
“Em menos de um ano, dobrar o volume captado para R$ 100 milhões e já ter viabilizado mais de 100 embarcações mostra que essa necessidade existia e que o mercado respondeu muito rapidamente”, afirma.
O amadurecimento do mercado secundário alterou o perfil de risco do colateral, explica a NX Boats.
Mesmo sem uma tabela de referência de preços nos moldes da FIPE, a liquidez e a consistência dos valores praticados na revenda já sustentam operações com garantia real sobre a própria embarcação.
A modelagem contou com a assessoria de Marcio Ishihara, CEO do Bombarco, plataforma de negócios náuticos.
“A curva de depreciação é previsível, a vida útil é bem mais longa que a de um automóvel e o mercado de usados é relevante, o que significa venda rápida e menor custo de carrego em caso de execução de garantia”, explica.
O perfil do tomador reforça a tese, já que se trata, em regra, de um comprador para quem a embarcação representa aquisição adicional dentro de uma situação patrimonial consolidada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.