Plano de Tarcísio prevê obra em periferias, escolas cívico-militares e crédito a mães
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), protocola nesta segunda-feira (17) o plano de governo para um eventual segundo mandato.
O documento, ao qual o Estadão teve acesso, possui 68 páginas e prevê prioridade para obras nas periferias, expansão das escolas cívico-militares e um pacote voltado às “mães empreendedoras”, com linha de crédito específica e vouchers para creches em municípios onde o acesso a esse serviço é limitado.
O plano começa com uma carta do governador aos paulistas.
No texto, Tarcísio faz um balanço do primeiro mandato e afirma ter tido coragem para tomar decisões “que muitos evitavam”.
Entre os resultados que atribui à sua gestão, cita o fim da Cracolândia, a ampliação do acesso à água, segundo ele fruto da privatização da Sabesp, e a entrega de obras em estradas e trilhos.
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A informação de que a prosperidade seria o foco da campanha à reeleição de Tarcisio foi antecipada pelo Estadão.
Coordenadora do plano de governo, a secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura, Natália Resende, explica que o objetivo do governo no setor é aplicar um “carimbo” a obras que tenham potencial de ligar a periferia aos polos de emprego e centros de desenvolvimento nas cidades.
Esse selo serviria para indicar prioridade e mais agilidade na execução desses movimentos.
Essas iniciativas podem ir desde obras mais complexas, como rodovias e expansão do metrô, até intervenções de caráter mais social, como centros para idosos ou para apoio a pessoas com transtorno do espectro autista.
“Nós vamos avançar nessa lógica de mostrar que não é questão da obra ser grande ou menor, e sim o que impacta mais na vida das pessoas”, afirmou ela em entrevista ao Estadão.
“Vamos priorizar projetos de infraestrutura que alcancem quem mais precisa”.
Na área da educação, Tarcísio fala em ampliar as escolas cívico-militares, uma das pautas bolsonaristas que ele abraçou nesta gestão, expandir o programa de ensino integral, oferecer disciplinas específicas para letramento em inteligência artificial e expandir o ensino técnico.
Segundo a gestão, no início do governo, 12% dos alunos da rede tinham acesso ao ensino técnico profissionalizante.
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