Contratação de escritórios ainda é o ponto cego do compliance jurídico
O departamento jurídico corporativo já automatizou a triagem de contratos, a análise de jurisprudência e até parte da elaboração de peças.
Mas existe um processo que, na maioria das empresas, ainda funciona quase da mesma forma há décadas: a escolha do escritório de advocacia parceiro.
Na prática, essa decisão continua sendo tomada por indicação, relacionamento histórico ou reputação de mercado.
Critérios importantes, mas pouco auditáveis.
Deliberadamente subjetivos.
Raramente existe um processo estruturado que compare, de forma objetiva, especialização real por matéria, indústria, histórico de resultados, tempo médio de resposta, faixa de honorários praticada e compatibilidade com o porte da demanda.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas É exatamente esse ponto cego que a inteligência artificial pode e irá disruptar.
Não como ferramenta de produtividade interna, mas como camada de inteligência sobre a própria rede de fornecedores jurídicos da empresa.
Da automação de documentos ao matchmaking de fornecedores Nos últimos anos, as legaltechs brasileiras amadureceram em uma sequência previsível: primeiro vieram as ferramentas de gestão do contencioso; na sequência, as de automação de documentos e workflow; depois, as de análise preditiva e jurimetria.
O próximo passo natural é aplicar esse mesmo tipo de inteligência à escolha de parceiros externos.
Deveria, por uma questão de ordem cronológica, ter sido a primeira etapa a fazer uso da inteligência artificial, afinal, é o primeiro passo de uso, ou seja, escolher bons parceiros.
Escolher corretamente o parceiro teria evitado muitos problemas de falta de resultados.
Essa mudança trará outra grande consequência que interessa diretamente ao compliance: se a escolha do parceiro do Jurídico passa a ser baseada em dados, ela também passa a ser rastreável.
Compliance como efeito colateral, não como promessa O maior ganho dessa transição não é velocidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.