Europa quer espelhar limitações dos EUA à Meta
A União Europeia quer que a Meta implemente as mesmas medidas de segurança voltadas para usuários jovens nas redes sociais que foram anunciadas nos Estados Unidos na quarta-feira (26).
A pressão da Comissão Europeia vem após a big tech fechar um acordo com 29 estados norte-americanos para encerrar alegações de que o Instagram e o Facebook teriam sido projetados para viciar adolescentes.
A companhia pagará US$ 16,7 bilhões (cerca de R$ 86 bilhões) para encerrar ações judiciais movidas pelos procuradores estaduais.
O valor pode aumentar para até US$ 18 bilhões se outras empresas de mídias sociais, como TikTok e YouTube, aderirem a padrões semelhantes.
Além dos pagamentos, a Meta também se comprometeu a fazer mudanças nas plataformas , como o bloqueio padrão entre meia-noite e 6h e limite diário padrão de duas horas por dia para usuários menores de 18 anos (este último pode ser revogado pelos pais).
A big tech também bloqueará notificações de usuários jovens à noite e no horário escolar.
Leia Mais Meta é processada em US$1,4 trilhão por vício em redes sociais nos EUA Advogado acusa Meta de ter crianças como alvo em julgamento sobre vício Decisão que pune Meta fere o modelo de negócio da empresa, diz especialista Agora, a União Europeia quer que a empresa aplique as mesmas proteções nos países do bloco.
Segundo a Reuters, o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, afirmou na quarta-feira que a UE já realiza tratativas com a Meta para implementar as restrições.
“A Meta sabe o que esperamos dela.
Agora cabe à empresa apresentar esses compromissos na União Europeia para proteger também nossas crianças aqui”, declarou, sem comentar os termos assinados pela companhia nos EUA.
Europa de olho na Meta A Comissão Europeia já havia concluído, de forma preliminar, que o design do Instagram e Facebook poderia violar a Lei de Serviços Digitais do bloco.
Alguns dos recursos considerados viciantes são a rolagem infinita, as notificações, a reprodução automática e os sistemas de recomendação personalizados.
O Reino Unido — que deixou o bloco em 2020 — também espera que a Meta implemente essas medidas na região.
O secretário do Trabalho e Pensões, Pat McFadden, afirmou à BBC nesta quinta-feira (27) que não quer que jovens nos EUA tenham “um nível de proteção maior” do que os britânicos.
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