Ex-príncipe Andrew é indenizado em 300 mil libras por deixar residência de Windsor
O ex-príncipe Andrew do Reino Unido recebeu uma indenização de 302 mil libras (399 mil reais, na cotação atual) por renunciar ao seu contrato de aluguel de uma mansão em Windsor, informou nesta sexta-feira (9) o órgão que administra as propriedades reais.
Andrew Mountbatten-Windsor foi expulso no ano passado da residência Royal Lodge por seu irmão, o rei Charles III, e se mudou para uma propriedade privada do monarca em Sandringham, no leste da Inglaterra.
Ele vivia nesta mansão desde 2023 com sua ex-esposa, Sarah Ferguson, havia assinado um contrato de arrendamento de 75 anos e não pagava aluguel.
"O inquilino anterior desocupou o imóvel e pagou 1,8 milhão [quase 11 milhões de reais] de libras em reparos" após sua saída, indicou o Crown Estate, a entidade que administra o patrimônio imobiliário e territorial da Coroa, em um comunicado.
Quanto à compensação de 302 mil libras, "o inquilino tinha direito a uma indenização se o contrato fosse rescindido nos primeiros 25 anos", em virtude de uma cláusula incluída "para refletir as importantes obras de renovação (cerca de 7,5 milhões de libras) realizadas no início do arrendamento", detalhou o Crown Estate.
O órgão britânico de fiscalização de contas, o Escritório Nacional de Auditoria, também havia indicado que o ex-príncipe sublocou por anos casas nesta residência real.
Andrew, de 66 anos, foi detido brevemente em 19 de fevereiro devido a suas ligações com o falecido criminoso sexual americano Jeffrey Epstein. Ele sempre negou ter cometido qualquer irregularidade relacionada a esse caso.
O irmão do rei, que foi afastado da família real e destituído de seus títulos em 2025, está sendo investigado por "descumprimento no exercício de função pública", já que é suspeito de ter repassado documentos financeiros confidenciais a Epstein quando era enviado especial do Reino Unido para o Comércio entre 2001 e 2011.
No âmbito desta investigação, a residência Royal Lodge e a nova casa de Andrew em Sandringham foram alvo de buscas em fevereiro, mas o Tribunal Superior de Londres decidiu na quinta-feira que estas operações eram ilegais.
A polícia continua buscando meios legais para manter as provas apreendidas.
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