Ação da Vale (VALE3) atrai gringos, mas não brasileiros; por que o BTG acredita que ainda vale a pena investir de olho em dividendos
"Dividendos extraordinários continuam sendo uma possibilidade para este ano, oferecendo algum potencial de alta aos retornos", diz o BTG
O investidor brasileiro não anda muito animado com as ações da Vale (VALE3) . Entre os estrangeiros, porém, a história é diferente. Mesmo sem grandes gatilhos de valorização no curto prazo, o BTG Pactual vê motivos para os gringos continuarem de olho na mineradora — e acredita que o papel pode fazer sentido para quem está disposto a "pagar para esperar".
A ação da companhia está em queda de 1,81% em agosto e alta tímida de 4,10% no ano. O Ibovespa , principal índice da bolsa de valores, caiu 5,64% no mês e subiu 4,25% desde o começo do ano.
O resultado do segundo trimestre ajuda a explicar a cautela. Embora a Vale tenha registrado sua melhor produção para o período desde 2018 , os custos pesaram sobre o balanço .
A guerra no Oriente Médio encareceu as operações, enquanto o real mais forte reduziu a receita obtida com as exportações. Com isso, o lucro da mineradora caiu 35% no 2T26 .
E a perspectiva para os próximos trimestres não traz uma grande virada. Os preços do minério de ferro estão abaixo das estimativas do BTG, em US$ 95 por tonelada, ante os US$ 100 projetados anteriormente.
O cenário também respinga em 2027. Para o próximo ano, o banco estima um Ebitda de R$ 16,97 bilhões, praticamente estável em relação aos R$ 17,01 bilhões previstos para 2026.
Ainda assim, o BTG não acredita que o minério de ferro tenha perdido seu brilho de vez. O esgotamento de minas existentes, a resiliência das importações chinesas e o crescimento da demanda por aço na Índia, no Sudeste Asiático e no Oriente Médio devem continuar dando suporte à commodity .
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