Petróleo dispara com escalada da guerra; EUA planejam 'bombardeios massivos' ao Irã, diz agência
Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (8) devido às preocupações persistentes com o abastecimento proveniente do Oriente Médio, em meio a um aumento nos ataques à navegação no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, enquanto os EUA reduziram a produção devido a um furacão que ameaçava as instalações de produção offshore.
Uma reportagem da Axios mencionou que a retomada dos ataques em larga escala incluiria "bombardeios massivos" à infraestrutura, energia e usinas nucleares iranianas.
Horas depois, o presidente americano, Donald Trump, disse em um comício no Texas que não deseja mais um acordo com o Irã.
Os houthis escalaram os seus ataques à Arábia Saudita e a capital do país, Riad, virou o palco da nova frente da guerra.
Explosões foram ouvidas em diferentes pontos da cidade nesta quinta.
Voos foram afetados e parte dos funcionários de escritórios recebeu orientação para trabalhar de casa.
Os houthis afirmaram ter disparado um míssil balístico contra o aeroporto de Riad e repetiram a ameaça de forçar o fechamento do espaço aéreo saudita, depois que o reino passou a apoiar as forças do governo do Iêmen reconhecido internacionalmente em uma guerra civil reacendida.
Com isso, por volta das 12h33 (horário de Brasília), o petróleo Brent (referência global) subia 5,20%, a US$ 105,41 o barril, oscilando perto do maior nível em mais de uma semana.
O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA tinha alta semelhante, para cerca de US$92,87, perto de seu maior valor desde 2 de outubro.
Ambos os contratos subiram mais de US$ 5 por barril no início do pregão.
"As tensões renovadas no Oriente Médio, com ataques a navios ocorrendo bem além do Estreito de Ormuz, reavivaram as preocupações sobre a sustentabilidade de volumes maiores de trânsito por esse ponto de estrangulamento", disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo.
Enquanto isso, a Síria estava considerando fornecer assistência militar à Arábia Saudita, seu principal aliado, diante do conflito crescente com os houthis no Iêmen, apoiados pelo Irã, segundo informaram uma autoridade norte-americana e um oficial militar sírio a par do assunto.
As opções em consideração incluem ajuda defensiva ou o envio de forças em caráter ofensivo para apoiar as tropas iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita, disseram as fontes.
Interrupções no abastecimento persistem Os preços fecharam em baixa na quarta-feira, depois que a Agência Internacional de Energia concordou em acelerar a liberação de reservas de petróleo e priorizar o abastecimento de diesel, enquanto os governos buscam lidar com os preços recordes dos combustíveis e as interrupções no abastecimento causadas pelo conflito envolvendo o Irã.
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