Em quais bairros de Curitiba dá para viver a pé? Veja o ranking
Ir de casa para o trabalho a pé, ao mercado, feira, médico e até mesmo a shoppings e museus. Tudo isso sem precisar de um carro para o transporte. Em épocas de grandes congestionamentos, essa possibilidade é uma das maiores comodidades que uma pessoa pode ter. Esse conforto, cada vez mais incomum na grandes cidades brasileiras, foi mapeado em Curitiba. O estudo revelou o ranking sobre os bairros com maior índice de caminhabilidade, ou walk score, e ainda qual o impacto no mercado.
Conforme o estudo, os bairros ao longo dos eixos estruturais de Curitiba — onde o transporte público é frequente, o comércio ocupa o térreo dos prédios e as calçadas têm movimento durante o dia todo —, o principal impacto, além da comodidade, está no preço do metro quadrado.
O levantamento mostra que o Batel registra R$ 16.476/m², 20% acima da média da Capital de R$ 13.776. Bigorrilho e Mercês ficam entre os mais caros. Rebouças e São Francisco, no Centro expandido, ficam abaixo da média. Os dados da Valor Cwb, que monitora mais de 19 mil apartamentos ativos à venda na capital, mostram o padrão com clareza.
O engenheiro Luiz Antoniutti, diretor-executivo da AGL Incorporadora, explica que a resposta está no walkability score . Cuja comodidade foi acima listada.
O walk score é um índice que mede a facilidade para o cotidiano, de transitar a pé e ter acessos a serviços a partir de um determinado endereço. Considera a proximidade de supermercados, farmácias, escolas, restaurantes e transporte público.
Porém, mede a qualidade do trajeto considerando a largura e o sombreamento das calçadas, segurança das travessias, mobiliário urbano. A nota vai de 0 a 100.
A Valor Cwb desenvolveu seu próprio índice de caminhabilidade calibrado para Curitiba, com dados locais que o Walk Score não usa.
proximidade de serviços de rotina — distância ao restaurante, padaria, cafeteria, lanchonete, academia e pet shop mais próximos, com peso decrescente até 500 metros (60 pontos);
cobertura de transporte público — percentual da área do bairro atendida por pontos de ônibus em raio de 500m, com dados do IPPUC (25 pontos);
densidade comercial — número de estabelecimentos por mil habitantes, a partir do Cadastro Fiscal da Prefeitura (10 pontos); e
malha de quadras — quanto menores as quadras, mais fácil circular a pé (5 pontos). O resultado é um número de 0 a 100 específico para cada bairro curitibano.
A diferença essencial entre os dois índices está na fonte dos dados. O Walk Score, da empresa americana walkscore.com (hoje parte da Redfin), usa bases de dados globais e calcula a nota pelo endereço exato. Conta quantos estabelecimentos existem em raios ponderados de até 800 metros daquele ponto.
O Índice CWB opera pelo endereço exato e usa dados locais: a base de estabelecimentos da própria Valor Cwb, os dados de cobertura de ônibus do IPPUC e o Cadastro Fiscal da Prefeitura.
O resultado tende a ser mais conservador que o Walk Score — porque exige que o serviço esteja a até 500m (não 800m) e pondera a variedade das categorias, não só a quantidade de pontos próximos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.