China pede ao Irã que contenha rebeldes hutis após apelo da Arábia Saudita
A China pediu ao Irã que use sua influência sobre os rebeldes hutis do Iêmen para conter a escalada militar no Mar Vermelho, após um apelo da Arábia Saudita a Pequim, informou a agência de notícias Reuters nesta quinta-feira, 17.
O pedido ocorre depois de uma série de avanços do grupo apoiado por Teerã na costa do Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb , uma das principais rotas do transporte de petróleo no mundo.
Segundo três fontes iranianas ouvidas pela Reuters, Riad recorreu à China diante do temor de que a ofensiva huti amplie os riscos para as exportações de petróleo sauditas e para a navegação comercial.
Pequim já havia defendido publicamente o fim das hostilidades e a retomada da navegação segura na região, mas, nos contatos privados com Teerã, teria feito um pedido mais direto para que o governo iraniano ajude a evitar que o conflito se espalhe ainda mais pelas rotas de energia das quais a China, a segunda maior economia do mundo, depende. + Arábia Saudita acusa hutis de ataque contra Meca e rebeldes dizem ter derrubado caça F-15 Continua após a publicidade Segundo as fontes, Teerã teria respondido que a estabilidade regional depende do fim da guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
“A China não deseja ver as tensões regionais se espalharem ainda mais para o Iêmen e o Mar Vermelho.
Aumentar a instabilidade regional não é do interesse de nenhuma parte”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da China em resposta a um pedido de comentários da Reuters, acrescentando que “a soberania e a segurança de todos os países devem ser respeitadas”.
Continua após a publicidade A preocupação chinesa está diretamente ligada à importância das rotas marítimas do Oriente Médio para sua economia.
A China é o maior parceiro comercial do Irã e seu principal comprador de petróleo.
Em 2025, a nação asiática adquiriu mais de 80% das exportações iranianas de petróleo por via marítima, o equivalente a cerca de 1,4 milhão de barris por dia, segundo a empresa de análise Kpler.
Escalada no Iêmen Continua após a publicidade O pedido da China ocorre poucos dias após os hutis ampliarem os ataques contra a Arábia Saudita.
Na segunda-feira, 14, o grupo lançou dezenas de mísseis e drones contra a Base Aérea Rei Khalid, em Khamis Mushait, no sul do país.
Treze civis ficaram feridos, segundo a coalizão saudita.
Desde então, as forças aéreas da Arábia Saudita e do governo iemenita reconhecido internacionalmente intensificaram os bombardeios contra posições hutis no Iêmen.
Os combates fazem parte de uma nova frente da guerra no Oriente Médio, iniciada após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.
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