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Economia

Efeito dominó: crises de Casas Bahia e Marabraz podem deixar crédito mais difícil ao varejo

G1 Economia ·
Efeito dominó: crises de Casas Bahia e Marabraz podem deixar crédito mais difícil ao varejo

Crise das Casas Bahia pode limitar crédito Os pedidos de recuperação judicial das Casas Bahia e Marabraz nesta semana reacenderam uma preocupação no mercado financeiro: a ameaça de um novo aperto generalizado nas linhas de financiamento para empresas do varejo.

O cenário remete a janeiro de 2023, quando a fraude contábil da Americanas veio a público.

O sistema financeiro reagiu rapidamente e, em um movimento de aversão ao risco, bancos e fundos fecharam as torneiras e reduziram o acesso ao crédito da Americanas, de sua cadeia de fornecedores e dos principais concorrentes.

O receio de que a crise se espalhasse pelo setor restringiu a oferta de crédito ao varejo.

O temor dos bancos era de que outras empresas também enfrentassem dificuldades e novos empréstimos acabassem se transformando em calotes.

Embora as crises tenham origens diferentes, o mesmo temor voltou ao mercado.

Se a Americanas entrou em crise após a descoberta de inconsistências contábeis e operações de risco sacado não registradas, as dificuldades da Casas Bahia têm raízes macroeconômicas: o impacto dos juros altos sobre um modelo de negócios dependente do consumo a prazo.

Os números apresentados pela Casas Bahia à Justiça mostram que as instituições financeiras estão entre os principais credores da empresa.

O Banco Digio (instituição digital do Bradesco) é o principal nome da lista de credores, com R$ 2,6 bilhões a receber.

Em seguida, estão Banco do Brasil (R$ 2,4 bilhões), Bradesco (R$ 1,5 bilhão), Riza Gestora de Recursos (R$ 803 milhões) e Redasset Gestão (R$ 585 milhões).

Em 2023, o setor financeiro reagiu à crise com restrição ao crédito.

Dados do Banco Central mostram que, nos seis meses seguintes ao anúncio do rombo da Americanas, o total de crédito bancário concedido às empresas do varejo caiu R$ 12 bilhões.

No período, a exposição dos bancos ao setor recuou 5%.

O movimento contrastou com o observado em outros setores da economia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.

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