Quem é Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha citada na investigação do STF
Em destaque na mídia após ser envolvida nas investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), Roberta Moreira Luchsinger ganhou destaque em 2017 após doar R$ 500 mil para o então ex-presidente Lula (PT), que tinha tido seus bens bloqueados pelo ex-juiz Sérgio Moro.
Neta de Peter Paul Arnold Luchsinger, um ex-acionista do banco Credit Suisse, Roberta também já contou em entrevista que um de seus bisavôs foi prefeito de Zurique, na Suíça, enquanto o outro foi fundador da cidade de Miraí, no interior de Minas Gerais.
Formada em Direito, Roberta nunca chegou a exercer a profissão, atuando como empresária.
Roberta foi casada com o ex-deputado federal pelo PCdoB e ex-delegado da PF Protógenes, de quem se separou há alguns anos. .
Em suas redes sociais, ela conta sobre seu histórico na política, tendo se envolvido com diversos projetos voltados à proteção e acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica, principalmente durante o mandato do ex-marido.
Em 2018, ela chegou a se candidatar a deputada estadual pelo PT, mas não foi eleita.
Acusações contra Roberta Segundo investigações da Polícia Federal, Roberta é investigada, no âmbito da Operação Sem Desconto, por suspeita de ter prestado consultoria para uma empresa associada a Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e ter recebido R$ 1,5 milhão pelo serviço.
A acusação também afirma que Roberta teria atuado junto a Lulinha.
No entanto, a PGR se manifestou nesta quinta-feira (20) afirmando que embora tenham sido identificados pagamentos feitos por Camilo Antunes a Roberta Luchsinger, a representação da PF não menciona a conclusão de nenhum negócio entre Lulinha, a empresária o Poder Público que pudesse “sugerir o efetivo atendimento às pretensões que o grupo se propôs a agenciar”.
Os inquéritos abertos pelo STF contra Lulinha Investigado em três inquéritos abertos pelo STF, Lulinha é acusado de possíveis negócios envolvendo a comercialização de cannabis medicinal junto ao Ministério da Saúde.
A suspeita é de que Lulinha tenha atuado em favor de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
O segundo inquérito trata de uma apuração sobre uma possível intermediação feita por Lulinha sobre negócios de um empresário com a Dataprev, estatal de tecnologia, e outros órgãos da administração federal.
Já o terceiro inquérito acusa Lulinha de ter atuado em favor de empresas parceiras para facilitar negócios com o governo federal.
Protocolado no começo de agosto, o pedido investiga uma possível prática de tráfico de influência envolvendo empresas parceiras do empresário e órgãos do governo federal.
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