Colômbia, Peru e Venezuela: por que estão acontecendo tantos terremotos na América do Sul?
Uma sequência de terremotos de forte magnitude atingiu a América do Sul nos últimos meses.
Venezuela, Colômbia e Peru registraram grandes abalos em um intervalo relativamente curto, o que levantou dúvidas sobre uma possível relação entre os eventos.
O terremoto mais recente ocorreu no Peru, em 20 de agosto.
O tremor teve magnitude 7,2 e atingiu a região de Ayacucho, no sul do país.
Dez dias antes, a Colômbia havia registrado um terremoto de magnitude 7,4 na região de Chocó.
Já em junho, dois fortes tremores atingiram a Venezuela.
Leia também: Terremoto de magnitude entre 6,7 e 7,2 atinge o Peru Por que tantos terremotos? A principal explicação está no movimento das placas tectônicas.
Na costa oeste da América do Sul, a placa de Nazca mergulha sob a placa Sul-Americana, em um processo chamado subducção .
O movimento acumula tensão e, quando essa energia é liberada, provoca terremotos.
Peru e Colômbia fazem parte do chamado Anel de Fogo do Pacífico , uma extensa área ao redor do Oceano Pacífico marcada por intensa atividade sísmica e vulcânica.
A Venezuela tem uma dinâmica diferente.
Os terremotos registrados no país estão relacionados principalmente à interação entre as placas do Caribe e Sul-Americana.
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O Centro de Sismologia da USP mantém um monitoramento contínuo dos tremores registrados no mundo e mostra que terremotos ocorrem diariamente em diferentes regiões.
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