Rebelião em presídio de Sinaloa deixa 10 mortos e 16 feridos no México
Uma rebelião na penitenciária El Castillo, em Mazatlán, no estado mexicano de Sinaloa, deixou dez pessoas mortas e outras 16 feridas durante o horário de visitas de ontem (8).
A Secretaria de Segurança Pública de Sinaloa informou que nove presos e um familiar morreram na violência, registrada na manhã de quinta-feira. Os 16 detentos feridos foram levados para atendimento médico.
Militares, integrantes da Guarda Nacional, da Marinha e forças estaduais entraram no presídio após o confronto. O gabinete federal de segurança do México afirmou que a unidade está "sob controle".
Os feridos foram levados para atendimento médico logo após o tumulto. A imprensa mexicana informou que os detentos usaram armas de fogo durante a briga na ala carcerária. As autoridades ainda não divulgaram como ocorreram as mortes.
A penitenciária El Castillo abriga 1.800 detentos. Em maio, outro motim em uma prisão de Culiacán, capital de Sinaloa, matou sete presos e deixou um ferido.
A superlotação e a falta de funcionários alimentam a violência nas prisões mexicanas. Especialistas apontam que o uso excessivo da prisão preventiva mantém milhares de pessoas presas sem julgamento definitivo.
O México tem 276 prisões, entre elas 14 penitenciárias federais e 249 estaduais. A população carcerária chegou a 261.388 pessoas em fevereiro, de acordo com dados oficiais.
Sinaloa enfrenta uma onda de violência desde setembro de 2024, em meio a uma disputa interna no Cartel de Sinaloa. O conflito envolve os filhos do traficante Joaquín "El Chapo" Guzmán, condenado e preso, e seguidores de Ismael "El Mayo" Zambada, outro ex-líder do grupo detido.
A rebelião ocorre em meio à pressão dos Estados Unidos sobre o México. O governo mexicano sofre cobranças da gestão de Donald Trump para intensificar as ações contra o narcotráfico.
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