Cardiologia mundial redefine o conceito de infarto e reforça: exame de sangue alterado, sozinho, não fecha o diagnóstico
Internações de pacientes com até 39 anos por infarto mais que dobraram nos últimos 15 anos Reprodução/TV TEM Um mesmo resultado de troponina alta no sangue pode significar um infarto —ou uma entre mais de uma dezena de outras condições que nada têm a ver com entupimento de artéria.
É em torno dessa distinção que as principais sociedades de cardiologia do mundo reorganizaram a forma de definir e classificar o infarto do miocárdio.
A mudança está na 5ª Definição Universal de Infarto do Miocárdio, publicada nesta sexta-feira (28) no periódico European Heart Journal.
O documento aposenta a classificação que separava os casos em tipos 1, 2, 3, 4 e 5 e passa a agrupá-los conforme o mecanismo que desencadeou a lesão no coração.
Foi elaborado em conjunto pela Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), pelo American College of Cardiology (ACC), pela American Heart Association (AHA) e pela World Heart Federation (WHF), com especialistas de 12 países e cinco continentes.
Agora no g1 De cinco, três Os casos passam a ser distribuídos em três grandes grupos, definidos pela origem do problema.
O infarto primário nasce em uma alteração aguda da própria artéria coronária.
O secundário aparece quando outra doença desequilibra a relação entre o oxigênio que chega ao coração e o de que ele precisa.
E o relacionado a procedimento surge como complicação de uma intervenção cardíaca.
Antes, cada infarto ganhava um número conforme o mecanismo e o contexto do evento, mas algumas dessas gavetas juntavam situações muito diferentes.
O antigo tipo 2 abrigava tanto problemas agudos da própria coronária —como dissecção, embolia ou vasoespasmo— quanto quadros em que outra doença fazia o coração receber menos oxigênio do que precisava.
Para os autores, era uma estrutura difícil de aplicar do mesmo modo em toda parte e que nem sempre revelava o mecanismo por trás do evento.
Amarrar a classificação à origem do infarto, resume o cirurgião cardiovascular Ricardo Kazunori, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, é o avanço mais direto da revisão.
Infarto primário: o problema começa na artéria O infarto primário se dá quando há uma alteração aguda na circulação coronariana —o conjunto de artérias que leva sangue ao músculo do coração.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.