Empate entre Lula e Flávio 'congela' Ibovespa e dólar
O acirramento da disputa eleitoral para o segundo turno presidencial em 2026 continua como o principal catalisador do mercado doméstico nesta sexta-feira (16).
Com os levantamentos mais recentes apontando indefinição sobre o resultado das urnas, os ativos locais operam com cautela redobrada.
Com isso, por volta das 13h33: Ibovespa rondava a estabilidade, com leve alta de 0,03%, aos 204.388 pontos; com 32 ações em queda, 18 em alta e 26 estáveis; Dólar comercial: cai levemente 0,17%, cotado a R$ 5,0784; Lá fora, Dow Jones cai 0,11%, S&P recua 0,63%; Nasdaq despenca 1,42%.
As ações da Petrobras ajudam a segurar o índice na seara positiva.
Os papéis ordinários da Petrobras (ON, com direito a voto em assembleias; PETR3) sobem 1,64%.
Já as ações preferenciais (PN, com preferência por dividendos; PETR4) da companhia avançam 1,57%.
Por outro lado, os títulos públicos remuneram mais na sessão.
Na avaliação de Victor Benndorf, chefe de análise da Benndorf Research, o mercado de juros começa a sentir os desdobramentos da corrida eleitoral para o segundo turno, o que repercute em nova alta nas taxas puxada pelo acirramento da disputa presidencial e pela avaliação cautelosa do mercado com o impacto fiscal de medidas aprovadas recentemente, a exemplo do Prospera MEI e do fim da escala 6x1.
O mercado também monitora a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de zerar a tarifa do transporte público aos fins de semana.
Ibovespa nos 240 mil pontos? Por que o Inter diz que ‘não é hora de vender bolsa' A perspectiva de avanço de Lula na disputa arrefeceu parte do otimismo visto após o primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro (PL) despontou na liderança.
Sob a ótica do mercado, uma vitória de Flávio estaria associada à contenção da dívida federal e menor risco fiscal, enquanto a continuidade do atual governo alimenta preocupações com despesas públicas e inflação.
Leia também: Um a cada dez CRIs de incorporação deixou de pagar investidores, mas preço dos papéis resiste ‘Índice do medo’ da B3 dispara 22%, supera 40 pontos e renova recorde; entenda ‘Dinheiro esquecido': quase 24 milhões de brasileiros ainda têm valores a receber Segundo Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, o plano de transporte público reacendeu dúvidas fiscais.
"O financiamento e o formato de execução ainda precisam ser esclarecidos", diz ele.
Em entrevista ao Jornal Nacional, Lula afirmou tratar a dívida pública com "respeito" e sustentou que o endividamento pode ser importante se for para constuir ativos para o Brasil, reafirmando confiança na atual política fiscal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.