Brasil corre contra o tempo para atingir meta de redução de mortes no trânsito até 2030
O Brasil entrou na reta final da Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021–2030 com um desafio que os números tornam ainda mais urgente: reduzir pela metade as mortes e lesões no trânsito até o fim da década.
Os últimos dados nacionais consolidados, porém, mostram que o País ainda precisa acelerar a mudança dessa trajetória.
Em 2020, foram registradas 32.716 mortes no transporte terrestre no Brasil.
Em 2023, o número chegou a 34.881 – um aumento de 6,6%, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, compilados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Na Semana Nacional de Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro, a Federação Nacional da Inspeção Veicular (Fenive) chama a atenção para as ações que precisam ser executadas nos próximos quatro anos para mudar essa trajetória.
Daniel Bassoli, diretor executivo da Fenive, afirma que campanhas de educação e conscientização são indispensáveis, mas elas precisam caminhar ao lado de políticas públicas permanentes, fiscalização efetiva, segurança veicular, integração das bases de dados e acompanhamento dos resultados.
COMPROMISSO ATÉ 2030 A meta de redução no número de vítimas no trânsito faz parte de um pacto global assinado por diversos países.
Em 2020, a Assembleia Geral das Nações Unidas anunciou a continuidade da iniciativa, iniciada em 2011, com o objetivo de reduzir em pelo menos 50% as mortes e lesões no trânsito no mundo até o fim da década.
No Brasil, esse compromisso está refletido no Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que reúne representantes de diversos órgãos do setor.
Previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o plano estabelece a redução de, no mínimo, 50% do índice nacional de mortes no trânsito por grupo de habitantes até 2030, tomando como referência o índice apurado em 2020.
A Fenive integra a Câmara Temática de Gestão e Coordenação do Pnatrans, vinculada ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran), como representante da sociedade civil organizada.
“Participamos das discussões sobre as políticas destinadas à redução de mortes e lesões, que ainda têm uma marca bastante elevada no Brasil.
Mas, para isso, é necessário maior transparência na execução e avaliação das ações.
“Metas sem medição viram promessa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.