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Ciência

Quase todos os recifes de coral de águas rasas do mundo estão ameaçados de extinção, diz relatório

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Quase todos os recifes de coral de águas rasas do mundo estão ameaçados de extinção, diz relatório

Quase todos os recifes de coral de águas rasas do mundo estão sob risco de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Em um relatório divulgado nesta quinta-feira (22), a organização classifica 96% desses ecossistemas como “criticamente ameaçados”, sua categoria de maior risco, com possibilidade de extinção total até 2075.

É a primeira vez que ecossistemas de recifes de coral são avaliados na Lista Vermelha de Ecossistemas da IUCN.

O estudo se baseia em décadas de observações e dados climáticos, reúne mais de 250 especialistas, e abrange recifes situados em mais de 80 países.

Segundo o relatório, atualmente, cerca de 24% dos recifes do planeta já se encontram em estado crítico.

A situação preocupa, já que pode gerar um efeito dominó: mesmo que algumas espécies de coral consigam sobreviver a um colapso generalizado dos recifes, os indivíduos restantes podem acabar também sendo afetados.

Isso porque, com tão poucos corais e tão distantes uns dos outros, a reprodução da espécie se torna impossível.

Para se reproduzir, os corais dependem de outros indivíduos da mesma espécie por perto.

A maioria das espécies vive em colônias formadas por pequenos organismos chamados pólipos, gerados por cópias de si mesmos.

Com o tempo, esses clones secretam esqueletos de calcário e dão origem à estrutura dos recifes de coral marinhos.

Continua após a publicidade O que causou a morte de bilhões de estrelas-do-mar Segundo a IUCN, o estresse térmico resultante das mudanças climáticas é a principal ameaça aos ecossistemas de recifes de coral em todo o mundo.

Como consequência direta desse fenômeno, o aumento da temperatura dos oceanos, as ondas de calor marinhas, a sobrepesca e a poluição provocam ou agravam o branqueamento de corais.

O branqueamento de corais está diretamente relacionado a uma relação mutualística – aquela que beneficia os dois organismos envolvidos – com algas chamadas zooxantelas.

As algas vivem nos tecidos dos corais, que lhes oferecem abrigo e, em troca, recebem a energia que precisam para sobreviver.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.

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