Festival coreano leva Gaho, tradição e mais de 100 mil pessoas ao Bom Retiro
O cantor Gaho, conhecido pelas trilhas sonoras de K-dramas como “Itaewon Class”, é a principal atração da 19ª edição do Festival da Cultura Coreana, que começa hoje, dia 15, no Bom Retiro, em São Paulo.
Organizado pela Associação Brasileira dos Coreanos, com participação do Centro Cultural Coreano no Brasil e de instituições sul-coreanas, o evento é comandado por Bruno Kim, presidente da associação e um dos nomes que acompanharam de perto seu crescimento: de uma festa voltada principalmente para os imigrantes do bairro a um encontro que passou a receber mais de 100 mil pessoas.
Gaho encerra a programação do palco principal no sábado e volta a se apresentar no domingo, pouco antes do espetáculo de dança que fecha o festival.
A presença do cantor traduz também uma mudança no público.
Quando o evento surgiu, em 2006, a preocupação era reunir a comunidade e conservar costumes que poderiam se perder entre as gerações mais jovens.
Hoje, uma parcela considerável dos visitantes chegou à Coreia pelo K-pop, pelos K-dramas, pelo cinema ou por conteúdos vistos na internet.
A primeira edição recebeu cerca de cinco mil pessoas, em sua maioria moradores e frequentadores do Bom Retiro.
Na época, ainda havia no bairro imigrantes coreanos que mal falavam português e mantinham pouco contato fora da própria comunidade.
O festival nasceu também dessa necessidade de encontro.
Não havia grandes palcos nem uma estrutura comparável à atual.
A festa ocupou ruas do bairro, chegou a ser realizada em uma escola e foi crescendo aos poucos.
O interesse dos brasileiros pela cultura coreana também começou a mudar.
O sucesso mundial de Psy e a passagem pelo Brasil de grupos como o Super Junior e o BTS despertaram a curiosidade de um público que, até então, pouco conhecia o país.
Bruno Kim participou de boa parte dessa história.
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