terça-feira, 22 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Delegação de Cuba abandona Assembleia da ONU após Trump ameaçar governo Trump ameaça intervenções militares pelo mundo em favor dos interesses dos EUA Leia a íntegra do discurso de Lula na 81ª Assembleia-Geral da ONU ‘Brasil não cabe no quintal de ninguém e é soberano’, diz Lula na ONU Delcy Rodríguez pede reunião com Lula durante Assembleia da ONU Eduardo Bolsonaro exibe ‘Dark horse’ nos EUA e omite patrocínio de Vorcaro Lula critica intervenção dos EUA na Venezuela: ‘se fosse Delcy, convocaria eleições’ Veja as falas de Lula na 81ª Assembleia Geral da ONU Cuba denuncia crescente ‘militarização’ dos Estados Unidos na região do Caribe Defesa da soberania nacional está na pauta do discurso de Lula na ONU, dizem assessores Delegação de Cuba abandona Assembleia da ONU após Trump ameaçar governo Trump ameaça intervenções militares pelo mundo em favor dos interesses dos EUA Leia a íntegra do discurso de Lula na 81ª Assembleia-Geral da ONU ‘Brasil não cabe no quintal de ninguém e é soberano’, diz Lula na ONU Delcy Rodríguez pede reunião com Lula durante Assembleia da ONU Eduardo Bolsonaro exibe ‘Dark horse’ nos EUA e omite patrocínio de Vorcaro Lula critica intervenção dos EUA na Venezuela: ‘se fosse Delcy, convocaria eleições’ Veja as falas de Lula na 81ª Assembleia Geral da ONU Cuba denuncia crescente ‘militarização’ dos Estados Unidos na região do Caribe Defesa da soberania nacional está na pauta do discurso de Lula na ONU, dizem assessores
Saúde

Agentes de saúde: conheça Imaíra Guajajara, agente de saúde indígena na aldeia de Juçaral, no Maranhão

Portal Drauzio Varella ·
Agentes de saúde: conheça Imaíra Guajajara, agente de saúde indígena na aldeia de Juçaral, no Maranhão

Imaíra Souza Guajajara, 44 anos, é mãe de seis e avó de nove. É também da etnia Guajajara, que vive e trabalha na aldeia Juçaral, município de Amarantes, no Maranhão. Desde os 15 anos trabalha como voluntária de saúde em sua aldeia, principalmente fazendo partos. Acredita que até hoje já tenha feito uns 70 partos.

“O meu primeiro emprego de verdade foi pelo município como agente de saúde indígena. Trabalhei três anos, aí logo o prefeito que tinha me contratado perdeu a reeleição, aí saí. Muito tempo depois participei de uma seleção e fui chamada para ser agente de saúde, isso já tem seis anos. Agora temos todo apoio para trabalhar. Antes não tinha condições. Agora tem carro, equipamento, remédios, equipe completa com médico, enfermeiro, agente de saúde e dentista. Isso era coisa que a gente não tinha no município. Agora a gente tem.”

Imaíra viu e sentiu a mudança nas condições de trabalho, e também é testemunha de outras transformações na saúde das aldeias. “Hoje o problema maior é hipertensão e diabetes ; e antes era, sei lá, verminose e catapora . E aquela tosse brava que dava muito nas crianças. E hoje a gente não tem por causa das vacinas também. Hoje também tem o problema da diarreia . Diarreia sempre dá nas crianças. Principalmente agora, como está chovendo muito, essa água, essa mudança de clima. O que mais está nos atingindo é essa diarreia nas crianças e até nos adultos também”, conta.

Além de Juçaral, Imaíra também acompanha outras três aldeias na reserva: Bacabu, Cajá e Três Lagoas. “Mas a maior é a Juçaral mesmo. Aqui tem umas 113 famílias. Nas outras aldeias são 40, 50, 60 famílias. Ao total são umas mil e poucas pessoas.”

O transporte entre as aldeias é um dos problemas do dia a dia da agente, afinal, as aldeias são distantes uma das outras, as estradas são difíceis, os carros são poucos e a cota de combustível é pouca também.

Veja também: O papel dos Agentes de Saúde no cuidado com a hipertensão

Imaíra não tem dia normal. Qualquer hora pode aparecer uma emergência. Mas faz questão de tirar pelo menos uma tarde por semana para jogar bola com as meninas.

“A gente tem dois times femininos de futebol aqui na aldeia. A gente queria fazer alguma coisa juntas. Aí quem começou a trazer isso para cá fui eu, fui incentivando, porque é bom para saúde também, pro corpo da pessoa. Ajudou muito esse futebol das meninas. E agora tem outros grupos também, a escola mesmo já está incentivando futebol com as meninas e meninos pra largarem o celular, porque o celular perturba muito a cabeça dos jovens”, relata.

Por outro lado, novas preocupações não deixam de surgir no cotidiano do encontro com os “brancos”, tais como álcool, cocaína e crack, principalmente entre os jovens. E Imaíra tem organizado reuniões com mães nas escolas para tentar resolver o problema. “Acho que por ser mulher, pelo meu trabalho, eles confiam muito em mim.”

Nem sempre é fácil lidar com parentes (todo mundo na aldeia é “parente”).

Ler a notícia completa no Portal Drauzio Varella ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em drauziovarella.uol.com.br — o conteúdo pertence a Portal Drauzio Varella.

Mais de Portal Drauzio Varella

Ver tudo ›

Mais em Saúde

Ver tudo ›