Quem não treina pode tomar creatina? Entenda se há vantagens
Consumida principalmente por atletas e praticantes de exercícios físicos, a creatina é um composto natural produzido pelo organismo a partir de três aminoácidos: arginina , metionina e glicina .
Ela também pode ser obtida por meio da alimentação – em carnes, peixes, ovos e leite – ou na forma de suplemento.
De maneira geral, o uso da creatina relacionado à prática de exercícios físicos tem uma longa lista de objetivos: melhorar a força, retardar a fadiga, prolongar a duração dos treinos e favorecer a recuperação muscular.
Não é bem assim, mas é fato que ela pode promover um leve ganho de desempenho em quem tem uma rotina bem estabelecida de treinos e estilo de vida saudável.
No entanto, uma questão frequentemente volta ao debate, em especial quando se pensa na creatina para além de seus efeitos relacionados ao desempenho físico: a substância pode ser usada por pessoas que não praticam atividades físicas regularmente? A seguir, confira detalhes sobre o uso da creatina por quem não treina.
Para que serve a creatina no treino A creatina atua diretamente no sistema energético dos músculos.
Ela aumenta a disponibilidade das moléculas de fosfocreatina (PCr) e adenosina trifosfato (ATP), elevando a energia disponível nas células , estimulando as enzimas musculares e favorecendo a síntese e a reparação dos tecidos.
Continua após a publicidade Ao ampliar a oferta de energia e o limiar de fadiga, o consumo regular – e devidamente orientado – da creatina permite treinos mais intensos e duradouros, com um maior rendimento em exercícios anaeróbios e aeróbios.
É importante, porém, atentar para as doses: para praticantes de atividades físicas, a indicação é de 0,03 grama por quilo de peso corporal ao dia, na forma de creatina monohidratada.
Continua após a publicidade Mas, afinal: pessoas que não treinam podem fazer o uso de creatina? Elas até podem, mas dificilmente obterão algum benefício nisso.
Isso porque o efeito mais comprovado da creatina é justamente no rendimento em atividades físicas intensas de curta duração.
E essa vantagem ainda é bem discreta , muito menor do que a influência de outros fatores no desempenho.
Outros supostos benefícios, como no funcionamento do cérebro ou contra os sintomas da menopausa , não foram comprovados pela ciência.
A inclusão de qualquer suplemento nos hábitos alimentares deve levar em conta as necessidades individuais de cada pessoa e, sempre que possível, ser acompanhada por um profissional de saúde.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.