Quem responde quando o agente de IA erra?
Noventa por cento dos CIOs dizem ter controle completo sobre os agentes de IA que rodam em produção nas suas empresas.
É o que aponta a edição 2026 do Global AI Confessions Report , conduzido pela Harris Poll para a Dataiku com 685 CIOs de oito países.
Na mesma pesquisa, 81% admitem não ter visibilidade completa sobre os agentes criados fora dos canais aprovados, e 84% reconhecem que os funcionários criam agentes mais rápido do que a TI consegue governar.
Traduzindo: o que os executivos estão dizendo é que, embora haja controle sobre aquilo que passou pela esteira de homologação, as pessoas têm criado agentes em volume como se fizessem planilhas do Excel e está sendo muito difícil dar conta desse fluxo.
Outro dado relevante para o CIO está na seguinte pergunta do mesmo levantamento: quando um agente sai do trilho, quem é o responsável? As respostas se espalham quase por igual.
Equipes compartilhadas (23%), TI (21%), time de dados ou IA (20%), segurança, risco e compliance (18%).
Pois é, gente.
Quando todo mundo pode ser responsável, ninguém é.
E isso acontece justamente quando 76% desses CIOs acreditam que o próprio cargo estará em risco se a empresa não entregar ganhos mensuráveis com IA até o fim de 2027.
É como dizia Delfim Netto, “primeiro vem o faroeste, depois vem o xerife”.
Temos visto que a pressão para colocar agentes em produção tem prevalecido sobre o seu risco de falha.
E o que fazemos se isso der pau, é uma pergunta que tem ficado pra depois.
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Ele recebe acesso a sistemas, toma decisões, executa tarefas em nome da empresa e, em muitos casos, fala com clientes.
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