Como funcionava a tática dos "X-Men do PCC" para atrair e matar rivais
Com perfil falso de uma mulher nas redes sociais , um dos “ X-Men do PCC ” colocava em prática a primeira fase do plano de executar pessoas consideradas rivais e, assim, abrir espaço para o domínio total do tráfico de armas e drogas de um grupo ligado ao Primeiro Comando da Capital ( PCC ) em Taubaté, interior de São Paulo .
A onda de homicídios, contudo, foi freada após ofensiva deflagrada pela Polícia Civil , na última segunda-feira (17/8), que desmantelou o grupo e prendeu 10 pessoas.
Sete ainda são consideradas foragidas da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, a quadrilha é suspeita de envolvimento em mais de 40 assassinatos , ocorridos em 2021, em uma disputa entre facções rivais – o grupo responsável pelas mortes é ligado ao PCC.
Hoje chamados de “X-Men do PCC” , o grupo foi alvo de operação deflagrada, com apoio de outras delegacias, para desmantelar todo o núcleo da organização criminosa.
Cada membro do grupo desempenhava uma função específica que, segundo a investigação, ia de atrair uma potencial vítima, mapear toda a rotina dela a até execução dos assassinatos .
Em meio ao plano, o grupo cometia roubava carros em cidades, no Vale do Paraíba, para transformá-los em dublês – carros de igual modelo fruto de furto ou roubo preparados para o cometimento de crimes.
A um dos alvos na operação X-Men, deflagrada na última segunda-feira, era atribuído uma das principais tarefas: criar os carros clonados e preparar um “dossiê do crime” a ser entregue ao núcleo responsável por matar os rivais.
O homem, cuja identidade não foi divulgada, também foi indicado pela polícia por arquitetar os assassinatos.
Já a estagiária de direito Camila Carvalho Bonafé Alves Corrêa, a Jean Grey, ficava com a função de continuar transmitindo ordens dos líderes de dentro da cadeia que emitiam cartas aos comandados nas ruas.
Um desses chefes dos “X-Men do PCC” é Renato Capone de Souza, o Pig ou Capone.
Ele está preso desde 2024.
Fotos, as quais o Metrópoles teve acesso, mostram armas de diferentes calibres e um diálogo entre um dos criminosos com uma potencial vítima.
Contudo, o homem em questão não foi morto ao analisar que todo àquele flerte nada mais era do que de uma pessoa falsa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.