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Da França a Portugal: o que está por trás dos protestos que tomam a Europa?

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Da França a Portugal: o que está por trás dos protestos que tomam a Europa?

Uma onda de protestos tomou as ruas de diversos países europeus nas últimas semanas.

O movimento começou com estudantes do ensino médio na França, em setembro, e se espalhou para Bélgica, Itália, Grécia e Albânia, enquanto Espanha e Portugal vivem mobilizações próprias contra o preço da moradia.

Os atos não são coordenados entre si, e cada país tem pautas específicas.

Ainda assim, as reivindicações se repetem de um lugar para outro e ajudam a entender por que a insatisfação ganhou escala ao mesmo tempo em boa parte do continente.

Leia também França vira “zona de guerra” após protestos com 1.800 presos; veja imagens Mobilização que começou com estudantes do ensino médio ganhou apoio de sindicatos e ex-“coletes amarelos”; governo descarta estado de emergência e promete punir responsáveis pelos distúrbios Onde tudo começou O estopim foi uma escola de ensino médio em Créteil, na periferia de Paris, onde alunos protestaram em meados de setembro contra prédios deteriorados, salas superlotadas e falta de professores.

A mobilização se espalhou pela França e, neste sábado (17), reuniu cerca de 550 mil pessoas, segundo o governo, ou 800 mil, segundo a central sindical CGT, já com a adesão de sindicatos, aposentados, agricultores e ex-“coletes amarelos”.

A partir daí, estudantes de outros países passaram a se inspirar no exemplo francês.

Na Itália, por exemplo, ocupações de escolas usam o lema “façamos como na França”.

Motivo 1: escolas e universidades sem recursos A queixa mais comum entre os jovens é a deterioração do ensino público.

Na França, os estudantes pedem 10 bilhões de euros em investimentos, mais professores e mudanças no sistema de acesso às universidades.

Na Bélgica, o alvo são reformas que encarecem as mensalidades e salas lotadas, enquanto na Albânia os universitários reclamam do custo do ensino superior e da falta de perspectiva de emprego após a formatura.

Motivo 2: moradia cara O preço da moradia é o principal motor dos protestos na Península Ibérica.

Na Espanha, a mobilização explodiu após o despejo de Maricarmen Abascal, aposentada de 87 anos que vivia havia décadas no mesmo imóvel em Madri e morreu duas semanas depois de ser retirada de casa.

Em Portugal, onde os preços dos imóveis mais que dobraram em menos de uma década, manifestantes copiaram os acampamentos espanhóis e montaram barracas em praças de Lisboa e do Porto.

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