Empréstimo consignado vale a pena? Veja quando contratar — e os erros que podem sair caro
Com juros geralmente menores do que os do crédito pessoal, do cartão de crédito e do cheque especial, o empréstimo consignado pode ser uma alternativa para reorganizar as finanças ou substituir dívidas mais caras.
Mas especialistas alertam que a modalidade só faz sentido quando contratada com planejamento e dentro da capacidade de pagamento.
Isso porque, embora as parcelas sejam descontadas diretamente da folha de pagamento ou do benefício previdenciário — característica que reduz o risco para as instituições financeiras e permite taxas menores —, o empréstimo continua comprometendo parte da renda mensal durante anos.
Segundo Taiza Dantas de Oliveira, analista de Relacionamento do Sicoob Coopjustiça, o consignado deve ser visto como uma ferramenta para melhorar a situação financeira, e não como uma forma de aumentar a renda disponível.
"O consignado pode ser um importante aliado quando utilizado para substituir uma dívida mais cara, reorganizar o orçamento ou realizar um projeto planejado.
O que não recomendamos é que ele seja utilizado como complemento da renda ou para manter um padrão de consumo que não cabe no orçamento", afirma.
Entre as situações em que o consignado pode fazer sentido estão a troca de dívidas com juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial; a consolidação de diferentes empréstimos em uma única parcela; e o financiamento de um projeto previamente planejado, desde que a prestação caiba no orçamento.
Quando vale juntar várias dívidas em uma só? Transformar diferentes dívidas em um único empréstimo pode facilitar o controle das contas, mas só representa uma melhora financeira se a nova operação tiver custo menor e uma parcela compatível com o orçamento.
Ruy Archer, gerente de Recuperação de Crédito do Sistema Ailos, recomenda começar pelo levantamento de todas as dívidas, incluindo quanto ainda falta pagar, os juros cobrados e o comprometimento mensal da renda.
A estratégia pode ser especialmente útil para quem acumulou parcelas, dívidas antigas e saldos no cartão ou no limite da conta e já perdeu a dimensão de quanto da renda está comprometida todos os meses.
"Reorganizar dívidas é diferente de empurrar dívidas.
Uma boa negociação costuma ser planejada: precisa fazer sentido para a renda e evitar que a pessoa volte a assumir novos compromissos sem controle", afirma Archer.
Na prática, portanto, não basta transformar cinco boletos em um só.
É preciso comparar o custo das dívidas atuais com o do novo empréstimo e verificar quanto será pago ao final da operação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.