Campanha de Tebet em SP lidera entre as mais ricas ao Senado; veja ranking
Candidatos por São Paulo, Simone Tebet (PSB) e André do Prado (PL) lideram o ranking de arrecadação entre os postulantes ao Senado após quase um mês de campanha eleitoral, de acordo com as declarações prestadas à Justiça Eleitoral.
A ex-ministra do Planejamento do governo Lula já tem à disposição R$ 6,6 milhões para a campanha. O valor corresponde a 93% do máximo permitido por lei este ano (R$ 7,1 milhões). Por enquanto, porém, só foram contratadas despesas de R$ 977 mil, e R$ 618,6 mil foram efetivamente pagas.
Presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), Prado arrecadou um pouco menos: R$ 6 milhões. O valor equivale a 85% do limite permitido. O detalhamento do montante já empenhado ou pago ainda não foi informado —o prazo para a apresentação da primeira parcial de contas se encerra no dia 13, com divulgação prevista dois dias depois.
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Tebet aparece com 12% das intenções de voto na última pesquisa Quaest, divulgada em 8 de setembro . Está numericamente atrás da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e do deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP), ambos com 14%, mas tecnicamente empatada com eles —a margem de erro é de dois pontos percentuais. Prado registra 7%. Neste ano, serão eleitos dois senadores por estado.
Outros dois candidatos do PL aparecem na sequência do ranking de arrecadação. A campanha de Domingos Sávio (PL-MG) tem R$ 5,4 milhões, e a de Carlos Portinho (PL-RJ), R$ 5,2 milhões. Até aqui, no entanto, nenhum dos dois conseguiu transformar a vantagem financeira em intenção de votos: tanto o deputado mineiro como o senador carioca marcam 6% nas pesquisas, de acordo com a Quaest.
Quase que a totalidade dos recursos disponibilizados aos candidatos é proveniente de recursos públicos. Os fundos Partidário e Eleitoral repassam dinheiro aos partidos, que os direciona aos candidatos.
Marina, por exemplo, recebeu R$ 1 milhão da Rede, sua sigla, e R$ 1,1 milhão do PSOL, que compõem sua chapa. Já Tebet, Prado e Derrite, por enquanto, têm orçamentos de campanha baseados majoritariamente nas transferências de seus própios partidos.
Nestas eleições, o Fundo Eleitoral vai repassar, sozinho, quase R$ 5 bilhões aos 30 partidos oficialmente registrados no país. A divisão dos recursos tem relação direta com o tamanho das bancadas partidárias na Câmara dos Deputados. Por ter mais representantes, o PL tem direito a R$ 881 milhões, sendo seguido pelo PT (R$ 615 milhões) e o União Brasil (R$ 526 milhões).
O financiamento das campanhas também permite doações privadas de pessoas físicas. De acordo com as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral, eleitores podem doar até 10% de sua renda bruta anual declarada à Receita Federal no ano anterior, no caso, em 2025.
A legislação também permite a utilização de recursos próprios pelos candidatos. Também existe um teto: 10% do valor máximo autorizado para gastos de campanha de acordo com o cargo disputado. Esses limites são determinados a cada eleição pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e variam de estado para estado.
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