Caso Peretto: após nova decisão, viúva vai a júri por homicídio
A Justiça aceitou o recurso do Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) e voltou atrás na decisão de não pronunciar Rafaela Costa, viúva do empresário Igor Peretto , morto a facadas em 31 de agosto de 2024 em Praia Grande, no litoral paulista.
Com a decisão, a mulher será submetida ao Tribunal do Júri.
Ela, no entanto, continua solta .
Igor foi morto a facadas no apartamento no apartamento da irmã, Marcelly Peretto, após uma discussão com ela e o ex-cunhado, Mario Vitorino.
Rafaela esteve no imóvel segundos antes da chegada do então marido, e foi acusada de ser a pivô do crime ( entenda mais abaixo ).
Os três foram denunciados por homicídio com três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Em outubro do ano passado, a Justiça decidiu que somente Marcelly e Mario iriam a júri, já que não haviam provas suficientes do envolvimento de Rafaela no crime.
O trio estava preso preventivamente, e ela foi solta com a decisão .
A promotoria recorreu.
Em audiência nesta quinta-feira (13/8), a Justiça decidiu que Rafaela deve responder pelo homicídio, e anulou a qualificadora de emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima – decisão que se estende para Mario e Marcelly.
Ela vai responder em liberdade e ainda não há uma data para a sessão do júri.
Defesa vai recorrer aos tribunais superiores Em nota, a defesa de Rafaela afirmou que “recebe com serenidade a decisão que manteve a sua liberdade, sendo rejeitado o pedido ministerial de nova decretação da prisão preventiva, por entender que permanecem ausentes fundamentos que justifiquem a adoção de medida cautelar extrema”.
O advogado Yuri Cruz acrescentou ainda que respeita a decisão da pronúncia, “mas dela discorda profundamente”.
“Após a publicação do acórdão e a análise detida de seus fundamentos, serão avaliadas e adotadas as medidas recursais cabíveis perante os Tribunais Superiores, buscando o restabelecimento da decisão que havia afastado a submissão de Rafaela ao Tribunal do Júri e desclassificado a imputação para o crime de favorecimento pessoal”, concluiu.
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