Barraca da Níria encerra história de 44 anos com fila e despedidas
Desde que Gabriel Tadashi, conhecido como o herdeiro do sobá, anunciou que a barraca da Níria, uma das mais tradicionais e antigas da Feira Central, fecharia, não houve um dia em que os clientes não fizessem fila para comer lá pela última vez.
O cenário não foi diferente neste domingo (23), último dia do restaurante, que funcionou por 44 anos e estava na 3ª geração.
O Lado B acompanhou tudo desde o início da noite e assim que a barraca abriu, às 18h30, os clientes logo ocuparam as mesas para se despedir.
O movimento mostrou a dimensão do legado construído pela família e surpreendeu funcionários e o próprio Gabriel.
Isso porque o horário de abertura era normalmente tranquilo.
Ele conta que decidiu fechar as portas não somente por razões financeiras, mas para conseguir se dedicar aos cuidados com o pai, que enfrenta problemas com a diabetes.
Segundo Gabriel, ele perdeu um membro e está quase cego.
Por ser filho único e o pai não gostar de outros cuidados, a situação acaba sendo mais complexa.
Ananda Souza Arruda, de 36 anos, bate ponto desde que nasceu na barraca da Níria.
Ela fez questão de estar ali para comer o yakisoba pela última vez.
Acompanhada do marido e do filho, José Vicente, de 8 anos, e grávida de 5 meses, Ananda disse que esse foi o fim de uma tradição de 36 anos.
"Eu venho desde que tava no barriga da minha mãe, Quando a feira ainda era lá na Mato Grosso.
É triste.
A gente gostaria que continuasse, infelizmente a gente vai encerrar uma parte da nossa história junto com a deles.
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