Profissionais industriais perdem 41% do tempo com tarefas manuais, aponta pesquisa
Trabalhadores industriais perdem, em média, 41% da jornada de trabalho com tarefas manuais e repetitivas, tempo que poderia ser direcionado a atividades estratégicas de maior valor agregado, segundo o relatório global Bridging the Capacity Gap: Why 66% of Enterprises Are Investing in Agentic Digital Workers , desenvolvido pela Futurum Research em parceria com a IFS , fornecedora de software de IA Industrial.
O estudo ouviu 664 tomadores de decisão em seis segmentos industriais, manufatura, energia e serviços públicos, aeroespacial e defesa, transporte e logística, construção e telecomunicações, na América do Norte e na Europa, entre maio e junho de 2026.
A lacuna de capacidade já produz efeitos concretos nos negócios: 77% dos tomadores de decisão admitem já ter adiado ou evitado a execução de uma iniciativa estratégica por falta de mão de obra disponível.
O setor de energia e serviços públicos é um dos mais expostos ao gargalo, com 52% dos executivos relatando adiamento frequente de projetos essenciais.
Diante do cenário, os chamados Trabalhadores Digitais surgem como a solução tecnológica prioritária apontada pelas empresas.
A pesquisa identifica um ritmo de adoção acelerado: para cada organização que opta por não investir no momento, duas planejam investimentos em Trabalhadores Digitais nos próximos 12 meses.
O setor de transporte e logística lidera essa corrida, com 25% das empresas esperando adotar tecnologias de IA agêntica em até um ano.
Entre os usos previstos para a capacidade liberada pelos agentes estão a redução de custos operacionais (33%), a aceleração do crescimento e execução de projetos (30% cada) e o desenvolvimento de trabalhos estratégicos que as equipes atuais não conseguem realizar (29%).
Confiança na autonomia ainda é o principal freio Apesar do otimismo em relação ao investimento, o relatório aponta uma distância relevante entre intenção e maturidade tecnológica: apenas 10% das empresas operam hoje com sistemas de IA majoritariamente autônomos, mesmo com 66% afirmando que devem investir em Trabalhadores Digitais no próximo ano.
A barreira da confiança é central nesse hiato — apenas 5,7% dos tomadores de decisão confiam plenamente que a IA possa atuar de forma totalmente independente, sem supervisão humana constante.
Atualmente, 63% das organizações permanecem no que o estudo chama de “estágio copiloto”, usando a tecnologia apenas como suporte assistido.
O levantamento também expõe fragilidades na base de dados e conhecimento das empresas: 71,8% dos entrevistados afirmam que metade ou mais do conhecimento operacional de suas organizações não está documentado, o que agrava o tempo de integração de novos funcionários, 74,9% das empresas levam quatro meses ou mais para treinar um colaborador operacional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.