Bancos brasileiros devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, aponta Febraban
O investimento em tecnologia dos bancos brasileiros apresenta uma alta de 8% em 2026, com um valor de R$ 50,4 bilhões, comparado aos R$ 46,8 bilhões aplicados em 2025.
O montante representa um crescimento de 58% no orçamento tecnológico do setor nos últimos cinco anos.
Os dados são da 34ª edição da pesquisa Febraban de tecnologia bancária , realizada em parceria com a Deloitte e apresentada durante a Febraban Tech 2026 , em São Paulo, cujo tema deste ano é “agentes inteligentes, liderança humana”.
Cibersegurança segue como a principal prioridade de investimento do setor, respondendo por cerca de 10% de todo o volume aplicado em tecnologia pelos bancos.
É o que afirma o sócio-líder de Banking & Capital Markets da Deloitte, Sérgio Biagini , que também destaca o avanço da inteligência artificial generativa e da computação em nuvem nos orçamentos das instituições.
Segundo ele, a IA generativa deve receber cerca de R$ 3 bilhões em investimentos dos bancos neste ano, enquanto os recursos destinados à migração para nuvem devem saltar de R$ 3 bilhões para R$ 3,9 bilhões, alta de 30%.
Prioridade alta, maturidade baixa O levantamento mostra que 84% das instituições financeiras atribuem prioridade média ou alta aos investimentos em IA generativa, sendo que em 68% dos bancos essa prioridade é considerada alta.
O cenário muda quando o critério passa a ser a maturidade de adoção: apenas 28% dos bancos afirmam ter maturidade média ou alta em inteligência artificial generativa (GenAI), enquanto 72% ainda são classificados como de baixa maturidade, marcada por uso experimental ou pontual, com pouca integração e sem impacto relevante em escala.
“Quando olhamos a maturidade, ainda estamos no início dessa jornada”, diz Biagini, que atribui o hiato entre prioridade e maturidade à necessidade de modernizar arquiteturas legadas antes de escalar o uso da IA nas operações.
Questionado por que o orçamento de nuvem cresce 30% enquanto o de IA avança 8%, o executivo da Deloitte afirma que a ordem dos fatores é deliberada.
“Para processar com inteligência artificial, você precisa estar com a infraestrutura redonda e com a infraestrutura de dados muito bem calibrada.
Antes de avançar na agenda de IA, principalmente em GenAI, é preciso avançar na agenda de infraestrutura e arquitetura, principalmente em modernização de aplicações e no mundo de dados”, diz.
A pesquisa já identifica ganhos de eficiência.
Nos processos bancários, o ganho médio subiu de 8,4% em 2024 para 11,8% em 2025; no backoffice, de 7,4% para 11,5%; e no desenvolvimento de aplicações, de 7,6% para 11,3%.
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