AVC não avisa: neurologista ensina a reconhecer os sinais
Uma pessoa está conversando normalmente quando, de repente, começa a enrolar as palavras, perde a força de um dos braços ou apresenta a boca torta.
Esses sinais, que podem surgir sem qualquer aviso, são motivos para procurar atendimento médico imediatamente.
Eles podem indicar um AVC (Acidente Vascular Cerebral), uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil.
No Dia Mundial do AVC, lembrado nesta quinta-feira (29), a neurologista Simone Nascimento de Castro, especialista em doenças cerebrovasculares, chama a atenção para a importância de reconhecer os sintomas e controlar os fatores de risco.
Segundo ela, uma em cada quatro pessoas no mundo terá um AVC ao longo da vida.
“O AVC não avisa”, alerta a médica, ao explicar que problemas como pressão alta e diabetes podem permanecer sem sintomas por muito tempo.
Quando a pessoa percebe que algo está errado, a doença já pode ter provocado consequências graves.
Entre os principais fatores de risco estão hipertensão, diabetes, colesterol alto e obesidade.
A boa notícia é que essas condições podem ser acompanhadas e tratadas, reduzindo as chances de um AVC.
Como reconhecer os sinais? Uma das formas mais simples de identificar um possível AVC é lembrar da palavra SAMU.
A neurologista explica que cada letra ajuda a reconhecer os sinais de alerta: S de sorriso : peça para a pessoa sorrir.
Se a boca ficar torta, é um sinal de alerta.
A de abraço : peça para levantar os dois braços, como se fosse abraçar alguém.
Se um deles apresentar fraqueza ou dificuldade para subir, é preciso atenção.
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