Lula nunca defendeu 'taxa das blusinhas', diz presidente de comissão
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Lula nunca defendeu a chamada "taxa das blusinhas" e, segundo o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), o governo atua para manter a isenção de imposto de importação em compras internacionais de até US$ 50, disse no UOL News - 2ª edição , do Canal UOL.
Lopes é o presidente da comissão mista que vai analisar a medida provisória, que foi antecipada para esta sexta-feira (28) . De acordo com o deputado, a MP das Blusinhas deve ser votada na próxima semana, com a intenção de levar o texto ao plenário da Câmara na terça e ao Senado na quarta.
O presidente Lula é radicalmente contra a 'taxa das blusinhas'. Ele nunca a defendeu. O que ocorreu em 2024 foi uma decisão do parlamento brasileiro. Ainda havia dúvida se essa reforma tributária seria aprovada e regulamentada.
O parlamento fez essa opção e Lula foi avisado que, naquele momento, o veto seria derrubado. De maneira democrática, Lula sancionou, mas pessoalmente ele sempre foi contra.
Agora quero debater com os deputados e senadores que, após a regulamentação da reforma tributária, a indústria brasileira não perde nada com a isenção de US$ 50 para as pessoas de menor poder econômico.
Nós antecipamos a instalação, a eleição e a indicação da relatora, que será a Leila do Vôlei, justamente para dar tempo para debatermos e ouvirmos setores que querem dialogar, para que na terça-feira possamos votar o texto da relatora, levar ao plenário da Câmara dos Deputados na terça e preparar para votar na quarta-feira no Senado. Esse é o nosso calendário de trabalho. Reginaldo Lopes (PT-MG), deputado federal
Na entrevista, o deputado disse que a proposta busca "simetria de direitos" e argumentou que a isenção para compras de até US$ 50 atende consumidores com menor poder de compra, sem prejudicar o emprego.
A 'taxa das blusinhas' é uma simetria de direitos. É bom lembrar: eu relatei a reforma tributária. Vamos cobrar o imposto no destino a partir do ano que vem. Isso traz competitividade, concorrência e ganho de produtividade para as empresas nacionais. Reginaldo Lopes (PT-MG), deputado federal
O deputado também afirmou que o país vive "pleno emprego" e disse que, na avaliação dele, a isenção de até US$ 50 já esteve em vigor por meses sem impacto negativo na empregabilidade.
Isso prova que já estamos há seis meses sem a taxa de US$ 50 e não prejudicou a empregabilidade no Brasil. Todo mundo ganhou e aumentou o poder de compra dos mais pobres. Reginaldo Lopes (PT-MG), deputado federal
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