Em 2022, Jair Bolsonaro aumentou em 50% e ampliou beneficiários do ‘Bolsa Família’ a 100 dias do 1° turno
O reajuste de 15% do Bolsa Família há 17 dias do primeiro turno da eleição de 2026 , anunciado nesta quinta-feira (17) pelo governo do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não é inédito em disputas eleitorais.
Há pouco mais de quatro anos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe, adotou uma estratégia ainda mais ousada durante a campanha de 2022.
Em 24 de junho daquele ano, 100 dias antes do primeiro turno da eleição passada, Bolsonaro anunciou um reajuste de 50% no benefício, de R$ 400 para R$ 600, no Auxílio Brasil, como fora rebatizado o Bolsa Família – bandeira do governo petista de Lula, seu principal adversário à época – durante o governo passado.
Além disso, Bolsonaro incluiu 2,2 milhões de novas famílias à época no programa.
O novo valor foi pago a partir de agosto daquele ano, um custo anual de R$ 14 bilhões não previsto no Orçamento do ano seguinte.
Lula venceu Bolsonaro no segundo turno de 2022, ressuscitou o nome do Bolsa Família e adotou estratégia semelhante a pouco mais de duas semanas do primeiro turno, que agora tem Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair, como seu principal adversário, empatado tecnicamente com o presidente na maioria das pesquisas eleitorais .
A estratégia foi semelhante até em relação ao Orçamento.
A estimativa para 2027, enviada ao Congresso em agosto, não tem previsão de reajuste do Bolsa Família.
O aumento anunciado nesta quinta-feira terá um custo de estimado R$ 22 bilhões no próximo ano, mas com gastos de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026, segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
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