Mulheres: respeito tem de começar cedo
No setor de fast food de um shopping em Salvador, Bahia, Brasil, uma cena para não se esquecer nunca.
A menina, de uns seis anos, brincava de colorir e um menino da mesma idade, deduzo, passou, viu e, largando a mão do pai, voltou e rasgou o papel.
A garotinha ficou paralisada de susto.
Os pais se viraram para o garotinho e viram quando o pai dele o pegou pelo braço e perguntou o motivo da agressão.
O menino disse que não gostou da menina.
Assim, do nada.
De graça.Então ocorreu o mais inesperado.
O pai mandou que ele fosse pedir desculpas à menina e disse, para todos ao redor ouvirem, que ele devia saber respeitar as meninas.
O menino respondeu:– Você também arranca as coisas da mão da mamãe!O homem ficou sem jeito, tentou se justificar, mas, a essa altura, a mãe puxava marido e filho pelos braços, cabeça baixa e toda constrangida.
Uma pessoa que devia estar na mesma mesa da menina agredida ou em outra próxima gritou:“Respeito às mulheres tem de vir de casa e começar cedo!”As pessoas aplaudiram.Lembrei do caso, vez que a Lei Maria da Penha está fazendo vinte anos, e vi a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, que estima 3,7 milhões de brasileiras vítimas de algum tipo de agressão doméstica recente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.