Big techs entregam ao TSE planos de ação para reduzir riscos nas eleições
As big techs responsáveis pelas plataformas digitais mais utilizadas por eleitores no Brasil cumpriram a determinação do Tribunal Superior Eleitoral e entregaram, até este domingo (16/8), seus planos de conformidade para mitigar riscos nas eleições deste ano.
Antonio Augusto/TSE Nunes Marques anunciou que plataformas cumpriram prazo para planos de prevenção O anúncio foi feito pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, em evento promovido nesta segunda-feira (17/8) para a apresentação do sistema eletrônico de votação a embaixadores estrangeiros — 92 deles compareceram à sede do tribunal.
A exigência desses planos de prevenção foi feita em alterações na Resolução 23.610/2019 visando às eleições de 2026.
O TSE regulamentou o que esperar das plataformas em portaria publicada em 27 de julho .
Em suma, o tribunal exigiu daquelas com mais de cinco milhões de usuários ativos mensais explicações de como pretendem cumprir decisões judiciais e quais salvaguardas terão contra sistemas automatizados ( chatbots ) e uso nocivo de inteligência artificial.
A meta é ter moderação proativa por parte delas durante a campanha, iniciada no domingo.
O TSE também quer que detectem comportamentos coordenados, como disparos em massa, e bloqueiem automaticamente anúncios pagos na véspera e no dia da eleição.
Esse contexto e essas normas foram discutidos em reuniões com as plataformas.
Nunes Marques destacou que elas aceitaram enviar representantes ao tribunal no dia da votação, para uma “sala de situação”.
O objetivo é coordenar as respostas para impedir a disseminação de publicações que visem interferir na vontade do eleitor no momento mais crítico da votação, conforme explicou o presidente do TSE aos embaixadores.
Caberá ao tribunal analisar os planos apresentados pelas empresas, apontar inadequações e pedir ajustes ou explicações.
Elas ainda terão de enviar um relatório final consolidado detalhando os resultados obtidos até 19 de dezembro.
Convite a embaixadores Aos representantes das embaixadas, Nunes Marques destacou outras ações voltadas a garantir a lisura do pleito.
Ele disse que “agigantam-se as possibilidades de mau uso da inteligência artificial”.
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