Fumaça de queimadas impede voos de combate a incêndios no Amazonas
Baixa visibilidade suspendeu operações aéreas em Manaus, que registrou índice de poluição classificado como perigoso
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A fumaça dos incêndios florestais no Amazonas suspendeu neste sábado, 17, os voos das aeronaves usadas no combate às chamas.
Segundo o Ibama, a baixa visibilidade impediu as operações nos dois aeroportos utilizados pelas equipes em Manaus. O órgão espera uma melhora ao longo do dia para retomar os voos.
A operação conta com seis aviões Air Tractor, uma aeronave da Defesa Civil estadual, um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) e três helicópteros.
Cerca de 250 brigadistas atuam em campo. Os equipamentos são distribuídos entre Manaus, Itacoatiara e Parintins, conforme as condições atmosféricas e a capacidade de alcance.
O Ibama afirma ter extinguido 292 focos desde o início da temporada e mantém equipes no combate a outros oito incêndios ativos.
Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que o Amazonas registrou 7.815 focos entre janeiro e 12 de outubro, alta de 116% em relação ao mesmo período de 2025.
A fumaça também agravou a poluição do ar em Manaus. Neste sábado, a capital voltou a registrar o pior índice entre as capitais brasileiras, segundo a plataforma IQAir. A pontuação chegou a 657 às 8h40, classificada como “perigosa” .
A Defesa Civil estadual emitiu alerta de risco severo e recomendou o uso de máscaras ao sair de casa e evitar a exposição à fumaça.
A prefeitura orientou os moradores a manter portas e janelas fechadas , beber água, umidificar os ambientes e evitar exercícios ao ar livre.
Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que focos encontrados no interior da floresta podem indicar incêndios criminosos.
“Diferentemente dos incêndios que começam em pastagens e se propagam para a vegetação florestal, os focos observados diretamente no interior da floresta indicam a possibilidade de uso intencional do fogo para degradar a vegetação e favorecer o desmatamento posterior.”
O ministério ressaltou, porém, que “as circunstâncias desses incêndios e a eventual identificação dos responsáveis estão sujeitas à investigação pelos órgãos competentes” .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.